O técnico Paulo Comelli testou ontem duas fórmulas para escalar o Londrina que enfrenta o Comercial de Cornélio Procópio, às 16h30 de amanhã, no Estádio do Café, pela Série A-2 do Campeonato Paranaense. Ao final do coletivo, porém, o treinador não deu nenhuma pista aos repórteres. A ausência do zagueiro-central Ivanildo e do meia Eraldo, contundidos, serviu de pretexto para que ele desmontasse o esquema utilizado anteriormente.
Na primeira fase do treino, Comelli adotou um 3-4-3 em que o habitual atacante Aléssio se desdobrou para também cumprir a função de ala direito. Alex e Fábio Nascimento atuaram mais avançados. Freitas (foto), que substitui Ivanildo, Vanderlei Santos (já recuperado de uma contratura muscular) e Lélis compuseram a zaga. No meio-campo, Comelli observou Marco Antonio, Jefferson, Tião e Humberto.
Na segunda etapa do coletivo, Comelli colocou Amarildo na lateral-direita, Rosinei na quarta-zaga (saiu Vanderlei Santos), Nelsinho no lugar de Humberto e Rodrigo na vaga de Fábio Nascimento. Rodrigo e Aléssio formaram a dupla de área.
Comelli entende que as mudanças ajudaram a melhorar o posicionamento dos titulares, mas avisou que ‘só divulga o time nos vestiários’. ‘‘Não vou mais antecipar a minha equipe aos adversários’’, justificou.
O médico Ângelo Sella, que voltou a examinar Ivanildo (pancada na rótula do joelho) e Eraldo (dores na região do púbis), tirou ontem a esperança de Comelli de escalá-los. ‘‘Não seria sensato submetê-los a riscos. No caso do Ivanildo, trata-se mais de uma precaução minha. O joelho dói um pouco. O atleta sente alguma insegurança. Quanto ao Eraldo, o problema é mais preocupante. A ressonância magnética deu resultado normal, mas as dores persistem - o que não significa que a contusão esteja consumada. Farei novos exames para detectar a origem das dores’’, esclareceu o médico.
Já o vice-presidente de futebol Célio Guergoletto recebeu ontem detalhes da proposta, encaminhada pela Capital Markets de Curitiba, para a transformação do Londrina em Sociedade Anônima. Segundo ele, agora tudo depende do aval do Conselho Deliberativo, que se reúne quinta-feira para debater o assunto.

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