Se na estreia o técnico do Paraná Clube, Paulo Comelli, reclamou da pouca combatividade defensiva do time, na segunda rodada, no empate em 1 a 1 com o Paranavaí, na última terça-feira, o setor que recebeu críticas foi o ataque. E não por acaso. A falta de pontaria da equipe, que criou inúmeras chances de balançar a rede, irritou a torcida paranista, que esperava a primeira vitória do Tricolor no Paranaense.
A bronca do torcedor só não foi maior pois Lenilson, de pênalti, marcou o gol de empate no fim do jogo, evitando a segunda derrota consecutiva da equipe. Segundo Comelli, a pressão pela obrigação de vencer em casa pode ter atrapalhado os jogadores. "Se tivéssemos tranquilidade poderíamos até ter goleado pelo tanto de chances que a equipe criou", avaliou Comelli.

Ritmo de jogo
Mesmo ainda longe do entrosamento ideal, o time mostrou evolução em relação ao fiasco da largada do campeonato, quando foi superado por 3 a 0 pelo J. Malucelli. O meia Lenilson, contratado para ser o maestro da equipe, sem ritmo de jogo, se esforçou para suportar os 90 minutos diante do Vermelhinho, mas foi decisivo ao converter o pênalti. "Não é apenas o Lenilson. O Abuda ficou uma boa parte do ano passado parado, o Edu Silva e o Wando não estão na condição física ideal. O jogador tem qualidade, mas no decorrer dos jogos vai criando condição física", disse Comelli.
Comelli elogiou o aproveitamento de passes e espera que até a quarta rodada a equipe melhore o entrosamento. Antes, na terceira, o time enfrenta o Cascavel. O jogo está marcado para o próximo domingo, às 17 horas, no Olímpico Regional. O atacante Osmar, que substituiu Abuda e sofreu a penalidade que resultou no gol de empate contra o Vermelhinho, ganhou força na briga por uma vaga no ataque.
Hoje, o treinador paranista comanda um trabalho tático e amanhã define a equipe que irá tentar em Cascavel quebrar o jejum de vitórias. Enquanto isso, a diretoria tenta acertar a renovação contratual do lateral Fabinho.

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