Começam retaliações na disputa pelo comando do STJD
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terça-feira, 20 de julho de 2004
Agência Estado 
Rio - A polêmica disputa pela presidência do Superior Tribunal de Justiça Deportiva (STJD) entre o desembargador Luiz Zveiter e o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1 Região, Nelson Thomaz Braga, judicialmente sofreu uma trégua ontem, mas as retaliações de ambos os lados já começaram.
Enquanto Zveiter solicitou à procuradoria do órgão que analise a legalidade de atos do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, a entidade ameaçou demitir os funcionários do tribunal caso fossem trabalhar.
''Está cada vez mais clara a tentativa da CBF de tomar o poder no tribunal'', disse Zveiter. ''Os funcionários foram trabalhar normalmente hoje (ontem) porque o senhor Marco Antônio (Teixeira, secretário geral da CBF) manda nos empregados de lá. No STJD não. Ele só paga nossas despesas.''
De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) compete à CBF custear as despesas do STJD. Por isso, segundo Zveiter, na segunda-feira os funcionários foram ameaçados de demissão, pelo secretário geral da entidade, e ontem receberam a ordem para permanecerem até segunda-feira em casa.
Para mostrar que não se curvará às pretensões da CBF, Zveiter encaminhou à procuradoria do STJD um pedido para investigar a legalidade das resoluções de diretoria, assinadas por Ricardo Teixeira, estabelecendo novas regras para a transferência de jogadores para o exterior e a suspensão automática por cartão amarelo.
No sábado, Zveiter foi reeleito à presidência do STJD. Liderados por Braga, um grupo de cinco auditores o escolheram para o cargo na entidade, na segunda-feira. Procurado, Braga avisou que somente se pronunciaria hoje. O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, informou que se pronunciará sobre o caso amanhã. Acrescentou ter solicitado a sua assessoria jurídica um parecer sobre o caso.


