Como tudo é diferente no Grande Prêmio de Mônaco, já a partir de hoje os 22 pilotos que irão disputar a sétima etapa do Mundial neste domingo, estarão na pista para o primeiro treino livre. Amanhã é dia apenas para festas. Ontem o bicampeão do mundo, Mika Hakkinen, vice-líder da atual temporada, criticou a sua equipe, a McLaren. ‘‘Poderíamos estar mais bem preparados para esta prova’’, afirmou. A McLaren treinou em Silverstone, pista de alta velocidade, enquanto Michael Schumacher, com Ferrari, trabalhou em Fiorano, traçado de alguma semelhança com o de Montecarlo.
Só em um lugar no mundo se corre com carros de F-1 a quase 300 km/h, na subida do Cassino, com grades dos dois lados da pista. ‘‘Num circuito normal, ao errar saímos do asfalto e na maioria das vezes é possível regressar à pista, ao passo que aqui esses equívocos significam acidentes, às vezes feios’’, comentou Schumacher, primeiro colocado na classificação, com 46 pontos, diante de 28 de Hakkinen, segundo.
Como a maioria das equipes treinou, semana passada, no novo e travado autódromo de Valência, na Espanha, e a Ferrari em seu circuito particular, Hakkinen parecia não estar muito confortável ontem na entrevista coletiva. Até deixou escapar que a escolha de Silverstone para trabalhar, visando o GP de Mônaco, não foi mesmo a ideal. ‘‘É difícil testar para correr aqui naquelas condições.’’ Hakkinen luta para diminuir a diferença de 18 pontos que o separa de Schumacher no Mundial.
O diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, aceitou a crítica de Rubens Barrichello, depois da corrida de Nurburgring, quando o brasileiro disse ‘‘desta vez a Ferrari errou na estratégia.’’ Rubinho fez três pit stops no GP da Europa, o que acabou por prejudicá-lo.
‘‘Primeiro nós demoramos para chamá-lo para substituir os pneus (chovia) e Rubens caiu para oitavo’’, lembrou Brown. ‘‘A estratégia não funcionou porque a chuva aumentou e as ultrapassagens tornaram-se impossíveis.’’ Segundo Brawn, depois de a Ferrari errar ao retardar a chamada de Rubinho para trocar pneus, a alternativa era deixá-lo o mais leve possível na pista a fim de recuperar as posições perdidas. ‘‘Não tínhamos muito a perder.’’
Os desafios que Pedro Paulo Diniz, da Sauber; e Ricardo Zonta, BAR, enfrentam no fim-de-semana são bem distintos. Diniz terá em Mika Salo, seu companheiro na Sauber, um duro adversário nas ruas do Principado. Ele tradicionalmente anda bem em Mônaco. Foi quarto em 1998 e quinto em 1997 e 1996, mesmo dispondo de equipamentos de poucos recursos.
Já Jacques Villeneuve, com quem Zonta divide a BAR, nunca fez nada no circuito de Monte Carlo, nem mesmo com a Williams, quando foi campeão do mundo, em 1997. Tudo o que ele conseguiu até hoje no GP de Mônaco foi uma quinta colocação, em 1998.
Ao contrário do divulgado na edição de ontem, os treinos oficiais deste sábado começam às 8 horas (de Brasília), com a corrida no domingo tendo início às 9 horas (de Brasília). A Rede Globo mostra as duas movimentações ao vivo.

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