J. PedroAno trágicoAyrton Senna, no GP Brasil, dia 27 de março de 94, em Interlagos, em sua primeira corrida oficial pela equipe Williams Começa hoje em Bolonha, na Itália - e deve se arrastar por meses -, o julgamento dos acusados pela morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, tricampeão de Fórmula 1 em 88, 89 e 91 pela McLaren. Seis pessoas estão sendo processadas por homicídio culposo (sem intenção de matar), entre elas Frank Williams, dono da última equipe em que Senna correu.
Todo o julgamento vai ocorrer em Ímola (cerca de 350 km de Roma), a pequena província do circuito Enzo & Dino Ferrari - onde aconteceu o acidente com o piloto, no dia 1º de maio de 94. Senna liderava o GP de San Marino quando, ao entrar na curva Tamburello, perdeu o controle do seu carro Williams, ‘‘voou’’ sobre a área de escape - que não tinha proteção alguma - e bateu em um muro de concreto. Um pedaço da suspensão da roda quebrou e atingiu a cabeça do piloto. Sua morte foi anunciada horas depois no Hospital Maggiore, em Bolonha (40 km de Ímola).
O processo para apurar as responsabilidades foi aberto dois dias após o acidente. Segundo a promotoria italiana, um defeito na barra da direção do carro e problemas de segurança na pista causaram a morte do piloto. O julgamento será conduzido por Antonio Costanzo, um juiz de 36 anos e apenas seis de trabalho.
Entre os acusados, três pertencem à escuderia (o dono Frank Williams, o diretor-técnico Patrick Head e o desenhista-chefe Adrian Newey) e três são responsáveis pelo circuito (dois oficiais do autódromo, Federico Bendinelli e Giorgio Poggi, e o diretor da prova, Roland Bruynseraede).
Em casaO inglês Frank Williams e os outros dois acusados da equipe anunciaram ontem que não estarão presentes nesta primeira fase do julgamento. ‘‘Eles só se apresentarão quando a Justiça solicitar’’, disse Jeane Gorard, assessora de imprensa da Williams em Londres.
A equipe contesta o laudo e afirma que a barra da direção estava intacta antes do choque do carro de Senna com o muro. A assessoria do autódromo de Ímola negou ontem que tenha havido negligência da parte dos responsáveis pela corrida.
A família e os colegas de corridas do piloto brasileiro também não deverão estar presentes hoje no julgamento. Ambos são contra a realização do mesmo.

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