O rali Granada-Dacar, o antigo Paris-Dacar, inicia hoje sua edição ‘‘amena’’. Após um índice de 63% de desistências na 20ª edição, ano passado, a organização da prova decidiu reduzir as dificuldades do percurso. Nas 20 edições do rali, que se notabilizou pelos acidentes, já morreram mais de 30 pessoas, entre competidores, habitantes dos locais por onde passa o trajeto, torcedores e jornalistas.
Desta vez, haverá entre os carros apenas uma equipe com apoio total de fábrica, a Mitsubishi. Seu principal piloto, o francês Jean-Pierre Fontenay, o atual campeão, é o favorito destacado. Às 8 horas (5 horas em Brasília), 850 competidores de 32 países largam em 309 veículos (carros, motos e caminhões) de Granada para um percurso de 9.022 km. Serão 17 dias de prova, ligando o sul da Espanha à capital do Senegal. A etapa de hoje tem 581 km, sendo 115 km com marcação de tempo.
A ‘‘caravana’’ vai de Granada a Algeciras, de onde atravessa, de balsa, o estreito de Gibraltar, para Tânger, no Marrocos. De lá, segue para Rabat e, nos dias seguintes, para o Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Burkina Fasso e Senegal. Os trechos mais difíceis estão reservados para Mauritânia e para Mali, onde se somam o calor, que pode chegar a 40 graus Celsius, e enormes cadeias de dunas.

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