Antes do Campeonato Paranaense começar, Operário, Cianorte e Arapongas, que ganharam respeito dos adversários pelas boas campanhas dos últimos anos, eram apontados como candidatos fortes à briga por uma vaga no G-8. Mas dentro de campo, o trio viveu altos e baixos na primeira fase e a partir de hoje será obrigado a encarar uma realidade bem diferente: junto com o lanterna Toledo, vão brigar para fugir do rebaixamento à Divisão de Acesso no "Torneio da Morte".
E, nesta briga, não há mais espaço para erros. Esse é o pensamento no Arapongas, que encara o Operário, às 16 horas, no Estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa. Penúltimo colocado na primeira fase, com apenas 11 pontos ganhos, o Arapongas projeta que com dez pontos estará livre da volta à Segundona, da qual foi vice-campeão em 2010, ano em que retornou para a elite do futebol paranaense. A projeção é do técnico Gilberto Papagaio, que chegou ao clube para as duas rodadas finais, mas não conseguiu tirar a equipe do temido torneio do rebaixamento.
"Acredito que com dez pontos, a gente pode se livrar, mas será muito difícil, e para isso vamos precisar muito do comprometimento de todos", ressalta o treinador. As novidades no time devem ser as voltas do atacante Vinícius, artilheiro da equipe no torneio, com cinco gols, e do meia Ruy, que, suspensos, não jogaram contra o Toledo.
No Operário, o clima é tenso. Depois de dispensar três jogadores, a diretoria demitiu também o técnico Gilberto Pereira na última quinta-feira. Paulo Foiani, ex-Toledo, assume o time para o quadrangular. Ele foi auxiliar do Fantasma no ano passado.
No mesmo horário, o Cianorte recebe o Toledo no Albino Turbay. E o meia João Henrique, do Leão do Vale, espera que o time já tenha superado a decepção da primeira fase para reagir. "Aquele clube que souber assimilar o baque é o que vai conseguir sair dessa situação. Não podemos e não vamos deixar para a última rodada novamente. Temos que fazer a lição de casa e buscar pontos fora", disse.
Os quatro times jogarão entre si em jogos de ida e volta e os dois piores terão que "arder no fogo" da temível Segundona estadual em 2015.

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