São Paulo, 02 (AE) - A edição de 1999 da Copa do Brasil - que começa amanhã, com a realização de três partidas - será a maior da história. Nada menos de 64 equipes, representando 26 Estados e o Distrito Federal, foram convidadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A participação política de muitos desses convidados faz com que o torneio traduza com perfeição as profundas diferenças regionais do País. Clubes como o Palmeiras, com folha salarial mensal de R$ 1,5 milhão, e o São Raimundo, de Manaus, cujo grupo de 24 jogadores divide cerca de R$ 50 mil por mês, são exemplos de discrepância econômica e, consequentemente, esportiva.
A forma de disputa da Copa do Brasil parece reconhecer que existe um abismo técnico entre o Corinthians, de São Paulo, e o Ubiratan, de Mato Groso do Sul, times que se enfrentam amanhã. A competição reúne equipes das mais diferentes divisões do futebol. Se o visitante vencer a equipe da casa por uma diferença de dois gols, já estará classificado para a fase seguinte, sem necessidade do jogo de volta.
É por isso que haverá uma grande festa amanhã à noite, em Dourados. São bem pequenas as possibilidades de o Ubiratan prosseguir na Copa do Brasil, assim como as do Ji-Paraná, de Rondônia, que joga contra o Vasco, e do Paysandu, do Pará, adversário do Botafogo, do Rio. Para muitos desses Estados convidados politicamente, a Copa do Brasil termina no jogo de estréia de seus representantes. Os 64 clubes da 11.ª Copa do Brasil estão divididos em duas chaves. Oito clubes paulistas participam da disputa. São Paulo é o Estado com mais times na competição. Na Chave 1 estão São Paulo, Palmeiras, Portuguesa e Ponte Preta; na 2, Corinthians, Santos, Guarani e Botafogo, de Ribeirão Preto. Times da Chave 1 só terão chance de enfrentar os da Chave 2 na partida final, pois as equipes jogam entre si, dentro da chave. A exemplo das outras edições da Copa do Brasil, os jogos serão definidos pelo sistema mata-mata.
Ainda que financeiramente a disputa possa não ser interessante para os times de maior projeção, há um atrativo nada desprezível: o campeão representará o País, ao lado do campeão brasileiro, na Taça Libertadores da América. O Palmeiras é o último campeão da Copa do Brasil e, com o Corinthians, campeão brasileiro, iniciará, na Libertadores, a trajetória para o Mundial Interclubes, em Tóquio.

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