Agência Estado
De Nova York, EUA
Sábios na arte de promover espetáculos, os norte-americanos já definiram o US Open de 99, que começa amanhã, como o ‘‘Torneio do Século’’. O primeiro evento esportivo a merecer realmente este título foi a luta de boxe entre Muhammad Ali e Joe Frazier, em 1971, no Madison Square Garden, também em Nova York. Depois vieram uma série de enganações, com a definição ‘‘do Século’’ perdendo sua força. Agora, há bons motivos para acreditar que o Aberto dos Estados Unidos deste ano seja mesmo o mais importante dos mais de 100 anos de história da competição.
A briga nas quadras vem fortalecida pela disputa da liderança do ranking mundial. O campeonato poderá apontar um novo número 1 do mundo, com a rivalidade dos jogadores, como Pete Sampras, Andre Agassi, Patrick Rafter e Yevgeny Kafelnikov, acirrada como nunca. Nesta corrida, até mesmo o brasileiro Gustavo Kuerten tem chances de terminar o torneio como líder. Precisa do título e uma série de resultados. Suas chances são remotas, mas existem.
Entre as mulheres, o clima de rivalidade também promete esquentar ainda mais o já causticante verão novaiorquino. A norte-americana Lindsay Davenport, recém campeã em Wimbledon, está na defesa do título.
Mas para atrapalhar seus planos, a suíça Martina Hingis retomou a liderança do ranking da Associação Feminina de Tênis e já avisou que está de volta às grandes disputas, depois de realizar campanhas brilhantes nas últimas competições.
O tênis feminino nos Estados Unidos também tem o chamado ‘‘fator Williams’’. As irmãs Venus e Serena jogando em casa devem chegar longe na competição.
Para justificar a fama de ‘‘Torneio do Século’’, a Associação Norte-Americana de Tênis abriu o cofre e vai pagar um prêmio recorde de US$ 14,5 milhões. Só o qualifying distribuiu mais de US$ 1 milhão aos tenistas. É mais do que paga muitos dos principais torneios do circuito internacional.
Dois brasileiros participam deste torneio: Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni.

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