O caminho mais curto para a Copa Libertadores da América e, consequentemente, para o jogo que define o campeão da Copa Intercontinental, no Japão, contra o campeão da Liga dos Campeões da Europa, passa pelas 27 Federações do Brasil. E é amanhã que começa a Copa do Brasil, competição que se convencionou de se chamar de caminho mais curto para a Libertadores, agora mais do que nunca, depois do fim da Copa dos Campeões.
E nesta 15 edição, a fórmula de disputa parece ter encontrado um lugar definitivo, com 64 clubes distribuídos em 32 chaves, que vão se eliminando a cada confronto, até restar dois finalistas. Ou seja, o popular mata-mata. Em meio a tanta discussão sobre a melhor fórmula de campeonato, os pontos corridos ou os playoffs, a Copa do Brasil vai se tornando uma competição cada vez mais intocável no futebol brasileiro.
E neste ano, a CBF conseguiu criar um critério para escolher os times participantes. A entidade divulgou um ranking, de onde escolheu os 10 primeiros clubes, fora os quatro que disputam a Copa Libertadores, e dividiu as 54 vagas restantes entre as 27 federações do País, embora sem um critério claro. Desta forma, a maior ausência fica por conta do Grêmio, campeão em quatro oportunidades, que disputa a Libertadores. Times da Série A do Campeonato Brasileiro também ficaram fora, como a Ponte Preta e o Paraná Clube, pela falta de vagas nas suas federações.
Se a competição historicamente priviliegiou os times especialistas no mata-mata, ela também alavancou clubes que tiveram a oportunidade de conquistar seus primeiros títulos de expressão nacional, como os campeões Cricúma comandado pelo futuro pentacampeão mundial Luiz Felipe Scolari, em 1991 e Juventude, que levou a taça diante de um Maracanã lotado, em 99. Goiás, Ceará e Brasiliense chegaram às finais em 1990, 94 e 2002, respectivamente.

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