São Paulo, 11 (AE) - A Taça Libertadores da América de 2000 que começa nesta terça-feira, será a maior da história. Tentando fortalecer as federações nacionais, a Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) decidiu aumentar de 20 para 32 o número de equipes participantes - numa maratona de jogos que começa neste dia 15 e só termina no dia 21 de junho. Pelo novo sistema, Brasil e Argentina terão quatro representantes e os demais países sul-americanos terão três. A exceção fica para a Venezuela, que terá dois. O México, que pela primeira vez participa da competição, também terá dois representantes. Neste ano, porém, o Brasil, terá cinco equipes na Libertadores: Corinthians e Atletico Mineiro, respectivamente campeão e vice do Campeonato Brasileiro de 99; Juventude (RS), campeão da Copa do Brasil de 99 e Atlético-PR, campeão do Torneio Seletivo. O quinto representante brasileiro é o Palmeiras, que entra na condição de atual campeão sul-americano.
As 32 equipes foram divididas em oito grupos de quatro. Elas disputam jogos entre sí, dentro do grupo, em sistema de ida e volta. Os dois primeiros colocados passam para à fase seguinte. A partir daí, até a final, serão jogos eliminatórios - o chamado "mata-mata". A segunda fase será disputada nos dias 3 e 10 de maio e as quartas-de-final nos dias 17 e 24 de maio. As semifinais estão marcadas para ocorrer nos dias 31 de maio e 7 de junho e as finais estão previstas para 14 e 21 de junho. Caso as equipes de São Paulo cheguem a uma dessas fases, seus jogos deverão ocorrer às terça-feiras, para evitar a coincidência de datas com o Campeonato Paulista.
Ao contrário das edições anteriores, o regulamento da Libertadores 2000 vai permitir que dois times de um mesmo país disputem a final. Com isso ficam ainda maiores as chances de o Brasil confirmar sua hegemonia no continente. Clubes brasileiros venceram as três últimas edições, com Cruzeiro, Vasco e Palmeiras. "Com o regulamento anterior quatro equipes de países diferentes chegavam às semifinais e consideramos que isso não é justo, pois queremos que cheguem os quatro melhores, sejam de que nacionalidade forem", disse o secretário geral da CSF, o argentino Eduardo Deluca.
A competição distribuirá US$ 42 milhões em prêmios. Os recursos serão garantidos pelas empresas que detêm os direitos de transmissão por tevê e pela Toyota, patrocinadora da competição, segundo informou Deluca. Serão pagos 450 mil dólares para cada equipe pelos três jogos na primeira fase, US$ 550 mil pelas oitavas-de-final, US$ 650 mil para as quartas, US$ 2 milhões para campeão e US$ 1 milhão para o vice.
Os grupos foram definidos no começo de dezembro do ano passado e ficaram assim:
Grupo I - Nacional (Uruguai), Emelec (Equador), Atlético-PR e Alianza de Lima (Peru).
Grupo II - Peñarol (Uruguai), Boca Juniors (Argentina), Blooming (Bolívia) e Universidade Católica (Chile).
Grupo III - Olímpia (Paraguai), Corinthians , Liga Deportiva Universitária (Equador) e América do México.
Grupo IV - Universidade do Chile, Atlas (México), River Plate (Argentina) e Atlético Nacional (Colômbia).
Grupo V - Universitário (Peru), Junior (Barranquila, Colômbia), San Lorenzo (Argentina) e Cerro Porteño (Paraguai).
Grupo VI - Atlético Colegiales (Paraguai), Sportin Cristal (Peru), Rosário central (Rosário, Argentina) e América de Cali (Colômbia).
Grupo VII - El nacional (Equador), Juventude (RS), Palmeiras e The Strongest (Bolívia).
Grupo VIII - Bolivar (Colômbia), Bella Vista (Uruguai)
Cobreloa (Calama, Chile) e Atlético Mineiro.

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