Combate ao doping será intensificado
Apesar de garantir que tem a questão do doping controlada no Brasil, o presidente da CBC, José Luiz Vasconcellos, anunciou que deve fechar o cerco contra os atletas brasileiros para evitar novos problemas. Para aumentar ainda mais este controle, o dirigente anuncia uma medida até então inédita para a modalidade.
"Para esse ano, estaremos fazendo alguns exames fora de competição, fazendo algumas visitas aos nossos melhores ciclistas, para que tenhamos ter um controle maior. É uma situação que vai nos fortalecer ainda mais", afirmou.
Em outubro do ano passado, o então técnico da seleção brasileira de ciclismo de estrada, Antônio Carlos Silvestre, foi demitido após afirmar, em entrevista à Rede Globo, que o doping é prática comum entre os atletas. Na época, a CBC emitiu nota dizendo que confia num esporte limpo.
"Acredito que dificilmente um ciclista hoje possa ter facilidade de burlar os exames", disse Vasconcellos. "Lógico que a gente não sabe o que pode se ter pela frente. O doping é uma questão que está em evidência e acredito que os atletas vão se cuidar muito antes de utilizar alguma substância fora da prática esportiva", comentou.
O mandatário garante que todo o controle feito dentro do Brasil segue normas da União de Ciclismo Internacional (UCI). "Quando um ciclista assume uma seleção brasileira, por exemplo, ele tem que apresentar seus hemogramas completos. Estes exames são analisados para ver há algum resíduo que possa estar ilegal. Se houver dúvida, ele é convidado a fazer todos os exames voltados ao doping novamente", frisou o presidente, que foi eleito, no último dia 16, representante da América do Sul no conselho executivo da UCI.
Todas estas ações tem como único objetivo a conquista inédita de uma medalha nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. "O objetivo principal é seguir o nosso plano de desenvolvimento, onde temos feito já várias ações pela melhoria do ciclismo brasileiro, em todas as disciplinas olímpicas, bicicross, montain bike, no ciclismo de estrada e pista", encerrou, destacando que o Brasil tem hoje o segundo melhor calendário do ciclismo das Américas, atrás apenas dos EUA. (R.S.)





