Comando de Marin na CBF muda ambiente na seleção brasileira
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de junho de 2012
Mateus Silva Alves <br> Agência Estado 
Nova Jersey - José Maria Marin ocupa a cadeira de presidente da CBF há pouco menos de três meses, mas o comando do veterano político já é sentido na seleção brasileira. Ao contrário de seu antecessor Ricardo Teixeira, um homem sisudo e quase sempre mal-humorado, ele exibe constantemente seu sorriso e se preocupa bastante com as aparências. Não por acaso, a delegação do Brasil tem se mostrado muito mais simpática na excursão pelos Estados Unidos do que em ocasiões anteriores. E as portas já não estão mais escancaradas para os empresários.
Tão logo assumiu o comando da CBF, Marin disse que não queria ver empresários circulando pela concentração, pois acredita que isso pode atrapalhar o trabalho dos jogadores. Não deixa de ser também uma tentativa de agradar à opinião pública, já que a presença dos agentes no ambiente da seleção sempre foi vista com maus olhos pela torcida e pela imprensa, pois passava a mensagem de que os atletas estavam mais preocupados com transações milionárias do que em defender o Brasil.
Transações milionárias, aliás, estão na ordem do dia na seleção. Apenas para mencionar três exemplos, Hulk já estaria acertado com o Chelsea, Thiago Silva interessa muito ao Barcelona e Lucas é desejado pelo Real Madrid. Os representantes desses jogadores estão trabalhando muito para concretizar as negociações, mas todos bem longe de Nova Jersey, onde está atualmente a delegação do Brasil.
Como o novo chefão não quer os agentes por perto, os jogadores não ousam reclamar. Ainda que as conversas sobre transferências sejam inevitáveis, eles tomam o maior cuidado para não contrariar a vontade de Marin. ''A gente fala sobre isso, sim, até porque nossa maior diversão aqui é internet e não há como não dar uma olhada nas notícias'', disse o zagueiro e capitão Thiago Silva, que se recupera da lesão sofrida diante do México. ''Mas a gente nunca perde o foco no que a gente tem de fazer, que é defender bem a seleção.''


