O Atlético é o último campeão paranaense do milênio. A equipe conseguiu o 19º título da sua história ao empatar ontem com o Coritiba por 1 a 1, na Arena da Baixada, em Curitiba. O rubro-negro fez valer a vantagem que tinha de dois empates nas finais, pois já havia empatado a primeira partida decisiva também por 1 a 1, no último domingo, no Couto Pereira.
Para fazer jus ao clássico, o título foi suado. Até os 31 minutos do segundo tempo o Coritiba, mesmo com um jogador a menos desde os 25 minutos da etapa inicial, vencia por 1 a 0, resultado que lhe garantiria a taça. O Atlético passou a respirar mais aliviado a partir dos 31 minutos, quando o zagueiro Gustavo fez o gol salvador.
O jogo começou digno de uma decisão, com muita movimentação de ambas as equipes. O Atlético não se limitou a esperar o adversário e partiu para o ataque. A primeira chance, no entanto, foi do Coritiba. Aos 8 minutos, numa cobrança de falta pela esquerda, Leandro Tavares colocou a bola na cabeça de Leonardo, que tocou e obrigou Flávio a fazer uma boa defesa.
A partir daí começaram a valer o melhor entrosamento e nível técnico do Atlético. Numa tarde inspirada de Adriano e Lucas, a equipe tomou conta do meio-de-campo e passou a criar chances para marcar. A primeira delas aconteceu aos 11 minutos. O lateral Jorginho tomou a bola de Reginaldo Araújo e tocou para Lucas, que quase encobriu o goleiro Gilberto. Três minutos depois, foi a vez de Kléber levar perigo com um chute forte que Gilberto mandou para escanteio.
Na medida em que o Atlético crescia, o Coritiba se apagava em campo. João Santos e Leandro Tavares não conseguiam articular as jogadas ofensivas e a bola não parava nos pés alviverdes. Muitas vezes, a ligação era direta da defesa para o ataque. E quando Cléber e Marquinhos recebiam, perdiam a bola na tentativa de dribles.
Aos 25 minutos o Atlético perdeu Kelly, com luxação no ombro. Silas entrou na equipe, que continou melhor. Quatro minutos depois, a situação começou a ficar ainda pior para o Coritiba. O zagueiro Flávio deu um soco em Adriano e foi expulso. A equipe ficou ainda mais nervosa e o Atlético se aproveitou para forçar o ataque. Aos 28 minutos, poderia ter feito com Silas, que, depois de uma boa jogada de Lucas, chutou e Ataliba tirou quase em cima da linha.
Para o segundo tempo, os dois técnicos traduziram bem o que queriam de seus times. Com tudo na mão para ‘‘matar’’ o jogo, o técnico do Atlético, Oswaldo Alvarez, pedia tranquilidade aos jogadores. Percebendo a inferioridade de sua equipe, Paquito disse que os jogadores teriam que ‘‘colocar o coração no bico da chuteira’’.
No começo falou mais alto o que Paquito queria. Leandro Tavares ‘‘acordou’’, os jogadores passaram a esbanjar determinação e o Coritiba melhorou e chegou ao gol logo no início. Aos cinco minutos, depois de uma boa jogada pela direita, Reginaldo Araújo cruzou para Leandro Tavares. O zagueiro Gustavo falhou, a bola sobrou para Leandro Tavares dentro da área; ele chutou e fez 1 a 0.
Depois disso, o Coritiba ainda teve uma boa oportunidade com Anderson, aos 10 minutos, num chute no ângulo que Flávio mandou para escanteio. A partir daí, só deu Atlético. O Coritiba desistiu de atacar e se encolheu. O Atlético passou a insistir nos cruzamentos para dentro da área.
Quando o nervosismo já era nítido no Atlético e na sua torcida, o Furacão empatou. Num escanteio pela esquerda, Luisinho Netto levantou a bola na área e Gustavo cabeceou. A bola resvalou em Kléber e entrou no canto esquerdo de Gilberto. Na comemoração, Gustavo tirou a camisa e foi expulso.
Com isso, o Coritiba ainda tentou pressionar e até teve chances para marcar. O Atlético teve vários contra-ataques, mas também desperdiçou.

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