Com trio americano favorito, Fifa anuncia sede de 2026
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terça-feira, 12 de junho de 2018
Fábio Aleixo<br>Folhapress 
Moscou - Nesta quarta-feira (13), faltará apenas um dia para o início da Copa do Mundo da Rússia, com a cerimônia de abertura seguida do jogo dos anfitriões contra a Arábia Saudita. Os olhos da Fifa, porém, estarão voltados para 2026. Em seu congresso anual em Moscou, a entidade anunciará a sede do torneio que sucederá o do Qatar, em 2022, e será o primeiro da história com 48 seleções.
Estão na disputa uma candidatura conjunta entre Canadá, Estados Unidos e México (batizada de "United 2026") e uma outra do Marrocos. Por regra da Fifa, não puderam concorrer países europeus e asiáticos pelo fato de os continentes já terem os Mundiais de 2018 e 2022.
As duas candidaturas estarão em votação pelas 207 federações afiliadas à Fifa (já excluindo as quatro envolvidas na disputa), em uma mudança de sistema que antes era restrita apenas aos 24 membros de seu Comitê Executivo, hoje chamado de Conselho.
Os votos serão abertos, e quem tiver maioria simples (104) vence a disputa. As duas candidaturas são oposição de realidade e projeto. A United 2026 apresentou um caderno de encargos no qual aponta 23 cidades candidatas, a serem reduzidas a 16. Em todas elas, os estádios estão prontos e em pleno funcionamento, assim como todas as obras de infraestrutura de centros de treinamentos e de transporte, como aeroportos, estradas e estações ferroviárias.
A promessa da United 2026 é de gasto zero para montar a estrutura da Copa. As únicas despesas teriam a ver com a competição em si, em termos de segurança, contratação de funcionários, montagem de centros de imprensa, entre outros. O valor estimado é de US$ 2,16 bilhões (R$ 8,1 bilhões), já prevendo a inflação até 2026.
"Todas as nossas estruturas já estão prontas e asseguramos à Fifa que temos já totais condições de entregar a maior Copa da história. A Fifa não precisa se preocupar com obras, calendário apertado e todos os riscos relacionados a grandes construções", diz trecho do caderno de encargos da United 2026.
Por outro lado, o Marrocos tem um projeto ambicioso e que custará muito dinheiro. O país africano estima gastar US$ 15,8 bilhões (R$ 58,8 bilhões) para poder receber o torneio. A Rússia, por exemplo, investiu R$ 38 bilhões, contra R$ 33,3 bilhões do Brasil (isso em valores já corrigidos pela inflação).
Deste montante, US$ 3 bilhões (R$ 11,1 bilhões) serão destinados apenas para estádios. Em suas 12 sedes propostas, pretende erguer nove arenas e reformar outras cinco, totalizando 14. Uma delas, em Casablanca, teria capacidade para 93 mil espectadores.
Para elaborar o plano de comunicação de sua candidatura e fazer sua divulgação, os marroquinos contrataram uma empresa britânica chamada Vero. Especializada no mercado de marketing esportivo e grandes eventos, trabalhou em candidaturas vencedoras como a do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016, de Paris para 2024 e até a de Gianni Infantino para presidente da Fifa. Também investiu em chamar ex-jogadores para trabalhar como embaixadores, como o ex-lateral esquerdo Roberto Carlos, que recebeu cerca de R$ 1 milhão por dois meses de trabalho com eles.


