A medalha de ouro conquistada pelo ginasta brasileiro Arthur Zanetti na prova das argolas na Olimpíada de Londres pode aumentar o número de praticantes e os investimentos na modalidade no Brasil. A previsão é da presidente da Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga), Cristiane Iwama.
Para a dirigente, o feito de Zanetti terá outro reflexo também. ''Essa medalha vai atrair mais participantes para a ginástica, principalmente por ser no masculino, pois vai quebrar esse tabu de que não é esporte para homens'', afirmou Cristiane.
Ela conta que mesmo antes da medalha dourada ser conquistada, a procura já havia aumentado. ''Só com a divulgação da ginástica nas olimpíadas já tivemos mais de uma dezena de mães agendando aulas experimentais'', revelou.
Cristiane aponta o destaque que a modalidade passa a ter na mídia com a conquista do ouro olímpico como fundamental para seu desenvolvimento no país. ''Mesmo nos grandes clubes o número de praticantes ainda é pequeno. A gente espera essa massificação para 2016 e junto com ela uma renovação do pessoal'', analisou. ''E vai ser importante para atrair investidores. É um esporte que pode trazer muitas medalhas''.
A Alga trabalha com quase duas mil crianças, com idade entre 4 e 12 anos, em polos espalhados por escolas com contraturno. As crianças selecionadas passam a treinar no Centro de Treinamentos da equipe. A partir dos 13 anos, o ginasta já integra o time adulto. São 60 atletas treinando por lá. Alguns já se destacando e sonhando em ocupar o posto do próprio Zanetti.
''Me inspiro no japonês Kohei Uchimura (campeão olímpico individual geral em Londres e considerado mais completo da atualidade), mas o Arthur Zanetti pode ser exemplo. Se ele chegou também podemos chegar'', afirmou Leonardo Iwama, de 12 anos, um dos destaques da Alga junto com Lucas Galdino, também de 12 anos, que seguiu o raciocínio do colega.

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