São Paulo - O Corinthians enfrenta o Atlético Mineiro hoje, às 21h40, no Morumbi, com o regulamento do Brasileirão na cabeça. A equipe venceu o Galo no jogo de ida das quartas-de-final por 6 a 2, em pleno Mineirão, e agora pode perder por uma diferença de até quatro gols para se classificar à semifinal do campeonato.
Sabendo disso, o Corinthians deve entrar em campo em um ritmo anormal para uma partida decisiva de Campeonato Brasileiro. Tanto é que o técnico Carlos Alberto Parreira pode poupar seus jogadores pendurados com dois cartões amarelos: Fabinho e Gil. ''É uma possibilidade, mas vamos decidir do dia da partida'', despista o treinador corintiano, que caso venha a poupar Fabinho e Gil, deve escalar Fabrício e Leandro em seus lugares, respectivamente.
O único desfalque certo da equipe é o zagueiro Anderson, que torceu o tornozelo durante no jogo de ida, no Mineirão. Com sua ausência, Scheidt deve começar jogando. ''Estou confiante e se for preciso jogar estou preparado'', garantiu Scheidt.
Apesar de ninguém no Corinthians assumir publicamente que a equipe já está classificada, Parreira chegou a definir como uma ''catástrofe'' a possibilidade do Galo vencer a partida por uma diferença de cinco gols. ''É muito difícil o Atlético nos eliminar. Nossa vantagem é muito grande. Não vai acontecer nenhuma catástrofe'', disse.
No Atlético a novidade é o zagueiro Nem, que após ficar de fora da primeira partida no Mineirão, foi liberado pelo Departamento Médico e terá condições de jogo. Nem, que lamenta voltar ao time em situação tão difícil, admite que o quadro é praticamente irreversível, mas não se dá por derrotado. ''É claro que nossa missão é duríssima, mas não podemos desanimar enquanto houver esperança'', disse, referindo-se ao fato de o Atlético precisar de uma vitória por cinco gols de diferença para se classificar à fase semifinal.
Outro jogador que parece ainda não ter jogado a toalha é o goleiro Eduardo, que durante os últimos vem sendo acusado de ter comitido uma falha no gol de Deivid, segundo do timão na goleada de domingo. ''Não tenho medo de homem, ainda mais de jogar futebol. Vamos à São Paulo e meter cinco no Corinthians, por que não?'', declarou.
A declaração do goleiro foi motivada pelas insinuações do dirigente atleticano Alexandre Kalil, que justificou a goleada dizendo que o time mineiro teria ''borrado de medo nas calças'' para o Corinthians.

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