Com segurança reforçada, Palmeiras chega sem protesto
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Gonçalo Junior<br> Agência Estado 
São Paulo - Embora tenha montado um forte esquema de segurança para voltar a São Paulo, o Palmeiras desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na manhã desta segunda-feira sem enfrentar protesto de torcedores. Em Goiânia, no hotel onde a equipe se hospedou, torcedores tentaram agredir os jogadores e atiraram pedras no ônibus da delegação na noite de domingo.
Havia expectativa de manifestações após a goleada histórica sofrida para o Goiás por 6 a 0, no Estádio Serra Dourada, que colocou a equipe na lanterna do Campeonato Brasileiro e igualou a maior humilhação sofrida pelo clube na história do Brasileirão - o outro revés por 6 a 0 havia sido diante do Internacional, em 1981.
Nesta segunda-feira, o time desembarcou pela pista do aeroporto internacional e entrou em um ônibus sem cores e símbolos do clube, que foi escoltado até o Centro de Treinamento da Barra Funda. Um grupo de quinze seguranças esperava pelo veículo. Nenhum torcedor, no entanto, aguardava a equipe.
O Palmeiras está em crise desde o retorno do Brasileirão, que ocorreu após a disputa da Copa do Mundo. Desde então, o time acabou derrotado nove vezes, com três empates e apenas duas vitórias. Nesse período, Ricardo Gareca passou pelo clube e acabou demitido após nove partidas na competição. Após a contratação de Dorival Júnior, a equipe conquistou apenas cinco pontos em 15 possíveis, chegando à lanterna do torneio.
Após a derrota para o Goiás, a maioria dos jogadores evitou comentar sobre a crise, limitando-se apenas a pedir desculpas ao torcedor. O atacante Diogo, entretanto, disse que o problema da equipe não é só técnico. "Falta vergonha na cara para todos nós. Tenho filho e mãe, estão todos sofrendo. Pela história do Palmeiras, isso é inadmissível", afirmou o jogador.
O diretor executivo José Carlos Brunoro pediu uma reação rápida ao time. "Um placar adverso de 6 a 0, para um time como o Palmeiras, é totalmente fora de pensamento. Temos de tomar providências e reagir rápido. A rodada, em teoria, não foi tão ruim. Não nos deixou distante dos outros times", disse Brunoro. "Temos de reagir como gente grande, como o Palmeiras. Não temos de ficar sentados no 6 a 0, temos de trabalhar muito para revertermos isso", afirmou o dirigente.
A equipe fez um treino na Academia de Futebol na tarde desta segunda-feira que não teve cobertura da imprensa. O próximo jogo será contra o Vitória, um adversário direto na luta contra o rebaixamento, quinta-feira, no Pacaembu.
Ainda na noite de domingo, torcedores fizeram um protesto ao pintar os muros da sede de uma das torcidas organizadas do clube. Na frase escrita pelos torcedores, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, foi xingado. Além disso, os integrantes da organizada pediram a saída do dirigente palmeirense, no cargo há quase dois anos. As eleições no clube estão marcadas para o fim deste ano.


