São Paulo - O Palmeiras deixará o estádio Diego Armando Maradona, hoje à noite, em Buenos Aires, após a partida contra o Argentinos Jrs. no prejuízo, qualquer que seja o resultado. Com um time repleto de reservas, apenas três jogadores no banco e dirigido por treinador-tampão, o clube tem a difícil missão de vencer para avançar à semifinal da Copa Sul-Americana. E, caso consiga a classificação, ganhará um problema: adequar uma viagem à Argentina ou ao México em meio à reta final do Nacional, para enfrentar River Plate ou Chivas.
Embora digam que o jogo é importante, principalmente para os atletas que não estão no time principal, os palmeirenses não disfarçam que o torneio, na atual circunstância, virou um peso. Se antes Vanderlei Luxemburgo repreendeu os atletas que menosprezaram a Sul-Americana, agora ele parece ter se convencido da pouca importância da competição. Tanto que optou por ficar em São Paulo treinando o time para encarar o Grêmio, no domingo.
Na partida de ida, há duas semanas, o Palmeiras foi derrotado por 1 a 0, em casa. Se vencer por 1 a 0, levará a decisão para os pênaltis. Vitória por outro placar classificará o time. Além do desgaste da viagem e da possibilidade de ter jogadores lesionados, o clube se preocupa com a violência argentina. "O que deve acontecer é uma enorme pressão quando chegarmos ao estádio e também na saída. Mas teremos seguranças ao lado se tentarem alguma coisa", disse o atacante Denílson, que deve atuar no meio.
No Parque Antarctica, no final do jogo, houve troca de pontapés e socos entre jogadores e ameaças de troco na Argentina. O zagueiro Escudero disse que encerrará a carreira de Denílson. "Acho que nosso encontro não será amigável. Eu só espero que ele tenha dito isso no calor do jogo", falou o palmeirense.

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