Com Peter, Tubarão teria Torres no banco
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quinta-feira, 13 de outubro de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Ainda não é oficial, mas Peter Silva deve ser mesmo o novo presidente do Londrina. Ele será o candidato oficial da situação nas eleições presidenciais do próximo mês e seu nome deve ser oficializado na próxima segunda-feira, depois que terminar de costurar alguns acordos que darão sustentação à sua futura gestão.
Como os indícios apontam para que a única chapa inscrita seja a encabeçada pelo ex-presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), dificilmente ele não será o sucessor de Agostinho Miguel Garrote. Peter não quer falar sobre o assunto. Ele espera a oficialização da candidatura para se pronunciar. Quer evitar especulações e expectativas antecipadas sobre o futuro do clube.
Ontem ele se reuniu mais uma vez com Garrote, na sede do clube. ''Traçamos planejamento, vimos os pontos falhos e as necessidades'', contou o atual presidente já em tom oficial, apesar de negar.
Como Peter deve ocupar uma das vice-presidências da nova gestão da FBA, e ficará boa parte do tempo no Rio de Janeiro, Garrote será seu braço direito, uma espécie de gestor, ocupando a vice-presidência. A candidatura de Peter cai como uma luva nos planos do atual presidente. Se confirmada a dupla, Garrote continuará no comando do clube dividindo com o ex-diretor de marketing , mas com respaldo financeiro e de material humano.
O bom relacionamento de Peter no meio do futebol está sendo determinante para a parceria. O ex-presidente da FBA tem trânsito livre na CBF e é bastante ligado ao presidente da entidade, Ricardo Teixeira. E é justamente do eixo Rio-São Paulo que podem vir os investimentos para a gestão dele.
''É inegável o potencial do Peter. Ele era daqui, sabíamos das condições financeiras dele e atingiu um status ótimo na FBA. Tem grande penetração tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro. A Série B era um produto que não tinha aceitação e ele conseguiu transformar num produto bom e rentável'', elogiou Garrote.
O principal entrave, que pode melar a candidatura de Peter é a dívida trabalhista do Londrina. Como o acordo com a Justiça do Trabalho não foi cumprido e acabou desfeito, existe a possibilidade de os investimentos para o clube serem requisitados para quitar estes débitos. Ele costura um novo acordo.
Técnico Peter ainda nem oficializou a candidatura e já começam as especulações em torno do nome do futuro treinador. Carlos Alberto Torres, atual técnico do Paysandu, já vem sendo cogitado como sucessor de Roberto Fonseca. O capitão do tri é amigo de Peter e poderia assumir o clube, já que o destino de Fonseca deve mesmo ser o interior paulista.
Mesmo com o impasse eleitoral, o coordenador de futebol do clube, Sidiclei Menezes, seguiu para o interior de São Paulo e de Minas Gerais para observar jogadores e tentar acertar novas parcerias. Ele deve retornar somente na próxima semana.
A reapresentação do elenco está prevista para o dia 10 de novembro, justamente no período eleitoral. Até lá, serão definidos os nomes do novo treinador e de boa parte do grupo que disputará o Paranaense.


