Com perdas, São Paulo vai às compras
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Alfredo Luiz Filho<br> Agência Estado 
São Paulo - Bastou Amoroso e Christian irem embora para o São Paulo ter uma certeza: terá de abrir os cofres se quiser manter uma equipe competitiva em 2006. A última coisa que o presidente Marcelo Portugal Gouvêa queria era gastar dinheiro. Tanto que cansou de repetir que o maior desafio da diretoria seria manter a base que ganhou ''quase tudo'' no ano passado Paulista, Libertadores e Mundial de Clubes. Não conseguiu.
Se antes a diretoria quebrava a cabeça apenas na busca de um substituto para Cicinho negociado com o Real Madrid , agora, também terá de ir atrás de pelo menos um jogador de frente.
Ontem mesmo, o diretor de futebol Juvenal Juvêncio tratou de se reunir mais uma vez com a comissão técnica. O assunto não poderia ser outro: reforços. E para isso terá de colocar a mão no bolso. ''Não adianta ficar falando os nomes. Hoje, o São Paulo é um clube ainda mais valorizado pela campanha do ano passado. Qualquer nome que citarmos pode atrapalhar tudo'', explica o técnico Muricy Ramalho.
Antes de ir à caça no mercado, o São Paulo tentará segurar Aloísio, que tem vínculo até 11 de fevereiro. Apesar da ameaça de o Atlético-PR de cobrar uma fortuna para liberar seu atacante, o São Paulo fará de tudo para mantê-lo. ''Seria importante que ele ficasse. Mostrou que pode fazer a diferença, mas Aloísio, Grafite e Thiago é muito pouco para a temporada'', admite Rogério Ceni, excluindo Roger, que definitivamente não agradou.
Mesmo se conseguir ficar com Aloísio, o São Paulo deverá ir às compras. Antes, porém, Muricy deverá testar Rodrigo Fabri na posição, já que o mercado não oferece tantas opções simples para suprir as duas perdas.
No entanto, os mais fanáticos já sonham com Luís Fabiano e França. O primeiro foi alvo dos milhões da MSI e recentemente se arrependeu de ter dito que estava de saída do Sevilla. Com a contusão de Saviola, deverá voltar a ser titular.
O caso de França é ainda mais complicado, apesar de ele manifestar o desejo de encerrar a carreira no São Paulo. Nem mesmo o fato de o seu time (Kashiwa Reysol) ter sido rebaixado para a Segunda Divisão do futebol japonês facilitaria uma negociação.
''A diferença salarial é muito grande e não tem chance. Isso é sonho. O França não aceita diminuir o salário no nível do futebol brasileiro e o Kashiwa também gastou muito (US$ 4 milhões) para ter o atacante e não vai liberá-lo tão fácil'', esclareceu o empresário Vagner Ribeiro, que confirmou apenas um interesse do Santos.


