Atenas - Depois de passar três dias de cama por causa de uma possível fratura no dedão do pé esquerdo, a maringaense radicada em Londrina Natália Falavigna, 20 anos, chegou a disputar a semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas.
Ela venceu duas lutas contra a australiana Tina Morgan (9 a 2) e contra a belga Laurence Rase (10 a 4) , mas perdeu na semifinal e na disputa do bronze para a campeã olímpica de Sydney, Zohong Chen (5 a 8), e para a 3 colocada no Mundial de 2001, a venezuelana Adriana Carmona (4 a 9).
Após a derrota, aos prantos, Natália mal conseguia falar. ''É um pouco de frustração. Eu sempre esperei, eu sonhava, eu sabia que estaria no pódio. Sabia que uma das três medalhas seria minha. Procurei a de ouro e perdi. Quando já senti o bronze no pescoço, ela escapou de mim. Eu sinto como uma derrota porque não consegui me superar'', disse a atleta, que terminou em quarto lugar, entre 16 atletas, melhor resultado na história do taekwondo feminino em Olimpíadas. Diogo Silva, no masculino, também ficou em quarto em Atenas.
''Não conseguia fixar o pé no chão. A Carmona é muito forte. Ela me agarrava muito. E isso me atrapalhou na disputa do bronze'', comentou a atleta que três dias antes da disputa olímpica quase fraturou o dedão do pé. ''Pelas primeiras radiografias parecia que tinha quebrado. Só depois da ressonância é que deu para ver que era apenas uma lesão. Ainda sinto dor, mas competiria mesmo que tivesse quebrado'', disse.
Para chegar à Olimpíada, Natália contou com o apoio dos pais, já que o salário mensal de R$ 1,5 mil prometido pela Confederação Brasileira de Taekwondo nunca passou de R$ 400. ''Não quero acusar ninguém. Mas devo tudo que consegui aqui aos meus pais.''
Segundo a atleta, quando voltar ao Brasil, vai procurar o COB para tentar resolver o problema. ''Já que aqui o taekwondo bateu na trave, tanto comigo quanto com o Diogo, se tiver mais investimento podemos ser número 1 do mundo.''

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