Com ouro no futebol, Brasil já garante melhor campanha da história nas Olimpíadas
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sábado, 07 de agosto de 2021
ADALBERTO LEISTER FILHO/Folhapress 
A comemoração do atacante Malcom pelo gol que deu o bicampeonato olímpico no futebol ao Brasil também foi pela medalha que garantiu a melhor campanha da história do país.

Com o triunfo da seleção, o Time Brasil chegou a 7 ouros, 5 pratas e 8 bronzes nas Olimpíadas de Tóquio-2020. A equipe ainda disputa a final do vôlei feminino neste domingo (8) - na outra decisão, terminada agora pouco, a pugilista Beatriz Ferreira perdeu por 2 rounds a 1 a disputa pelo ouro contra a irlandesa Kellie Anne Harrington na final da categoria até 60 kg. No boxe, o Brasil já conquistou, em Tóquio-2020, um ouro (Hebert Conceição) e um bronze (Abner Teixeira).
Mas mesmo que o time de vôlei também perca a final para os Estados Unidos, o Brasil já terá garantido mais 2 pratas e superado a campanha dos Jogos do Rio-2016, quando conquistou 7 ouros, 6 pratas e 6 bronzes.
A diversidade deu o tom da campanha brasileira. As 7 medalhas de ouro do Brasil foram conquistadas em modalidades diferentes: boxe, canoagem (Isaquias Queiroz, no C1 1.000 m), futebol masculino, ginástica artística (Rebeca Andrade, no salto), maratona aquática (Ana Marcela Cunha), surfe (Italo Ferreira) e vela (Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX).
Normalmente, os países mantêm bom desempenho na primeira Olimpíada após serem sede. Mas não é comum ganharem mais medalhas. Um dos trunfos para a boa campanha foi a introdução das novas modalidades olímpicas em Tóquio-2020, que fez o Japão distribuir 11% mais medalhas do que no Rio-2016.
Caratê, escalada, skate e surfe estrearam nos Jogos Olímpicos. Já beisebol e softbol voltaram ao programa após ausências em Londres-2012 e Rio-2016.
As novas modalidades renderam aos brasileiros 1 ouro no surfe e 3 pratas no skate (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no street, e Pedro Barros no park). Foram decisivas para que o desempennho em Tóquio superasse o do Rio-2016.


