Colônia - A catedral de Colônia, uma das mais famosas do mundo, fica perto do hotel em que a delegação do Japão está hospedada à espera do jogo contra o Brasil. Os contornos góticos da igreja podem ser vistos de muitos ângulos na cidade e servem de inspiração e reflexão para quem os admira. E é quase à sombra desse monumento espiritual, arquitetônico e artístico que Zico se prepara para um dos momentos mais importantes de sua vida. Pela primeira vez, ele terá como adversária a seleção brasileira, que defendeu por mais de uma década.
O coração está dividido, mas a mente não. ''Será uma sensação diferente, porque sempre estive do lado brasileiro'', reconheceu Zico, técnico da seleção do Japão. ''Verei muitos amigos, mas não posso decepcionar os japoneses, porque minha obrigação profissional é com eles.''
O treinador de 52 anos aborda vários aspectos importantes da Copa das Confederações, um torneio preparatório para o Mundial de 2006, mas que pode significar novo passo na afirmação do futebol japonês como potência na Ásia. Zico voltou a viver, ontem, como nos tempos em que era a estrela nacional e se viu cercado de microfones, de câmeras, de repórteres não japoneses, mas brasileiros, que foram encontrá-lo em um momento delicado, que representará a eliminação de sua equipe ou do time dirigido por seu amigo Carlos Alberto Parreira.
Sobre o futuro, Zico diss que seu contrato estava vinculado à classificação para o Mundial da Alemanha. ''Se conseguíssemos vaga, como de fato aconteceu, ele seria estendido normalmente. Se tivéssemos sido desclassificados, aí conversaríamos a respeito, após as Eliminatórias.'' (Agência Estado)

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