São Paulo - Novidades na convocação, o goleiro Doni, o zagueiro Alex Silva e os atacantes Afonso Alves e Jô aumentaram para 49 o número de jogadores convocados pelo técnico Dunga, em pouco mais de nove meses à frente da seleção. Desde sua estréia, no dia 16 de agosto do ano passado, contra a Noruega, o técnico escalou 25 jogadores diferentes como titulares e aproveitou outros dez durante as partidas - mais dez apenas estiveram no grupo, mas não chegaram a jogar.
O setor em que Dunga menos fez testes foi o gol: Doni é o sexto jogador da posição a ser convocado, sendo que só jogaram Gomes, Júlio César e Helton - este, o atual titular, disputou as últimas três partidas. E em nenhum dos jogos Dunga trocou o goleiro que saiu jogando.
A defesa também era um setor em que Dunga parecia ter certezas, afetadas pelas contusões de Lúcio, que não joga a Copa América, e Luisão, que não foi chamado para os próximos jogos, mas ainda não foi descartado para a competição.
Juan é nome certo: esteve em todas as convocações e, das nove partidas disputadas sob o comando de Dunga, só não participou de duas, contra País de Gales - porque havia jogado dois dias antes contra a Argentina - e o Kuwait - seria titular três dias depois, diante do Equador. Além dele, de Lúcio e Luisão, apenas Alex já teve chances como titular, justamente nos jogos em que Juan ficou de fora. Edu Dracena, do Fenerbahce, Gladstone, do Cruzeiro, e Naldo, do Werder Bremen, foram chamados mas não jogaram, e disputam com Alex Silva um lugar na Copa América.
Nas outras posições, Dunga fez mais testes. Já chamou nove laterais, quatro para o lado direito e cinco para o esquerdo. Também entram na lista 10 volantes - apenas Jonatas, do Espanyol, e Denilson, do Arsenal, nunca entraram - e seis meias, dos quais Elano é o ''dono'' da posição: é o único a ter sido escalado nos nove jogos com Dunga, sete vezes como titular e duas no segundo tempo.
Para o ataque, com Jô e Afonso Alves, chegam a 10 os atacantes convocados - e até agora, apenas o ex-cruzeirense Wagner, hoje no árabe Al-Ittihad, viajou e não jogou, no longínquo jogo contra a Noruega que iniciou a ''nova era Dunga''.

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