Uberaba (MG) - Com muito frio, muito diferente do habitual para a região do Triângulo Mineiro - com os termômetros chegando a ficar abaixo dos 10ºC -, foi enterrado ontem, em Uberaba (MG), o ex-jogador Djalma Santos. Aos 84 anos de idade, ele morreu na noite anterior após ficar mais de 20 dias internado devido a uma pneumonia que, agravada por complicações renais, culminou em parada cardiorrespiratória.
Em Uberaba, cidade que ele escolheu para viver nos últimos 30 anos, foi decretado luto oficial de três dias. O velório, realizado na Câmara Municipal, atraiu desde a meia-noite um grande número de pessoas. Amigos, parentes, fãs e ex-jogadores, muitos deles de outras cidades, foram se despedir e isso mesmo diante da dificuldade de transporte ocasionada pelo fechamento do aeroporto local em razão do mau tempo.
O velório começou com uma benção do padre local, sendo alternadas sobre o caixão bandeiras como a do Brasil, de Uberaba e do Palmeiras, clube que ainda mandou uma coroa de flores, assim como várias outras instituições esportivas, caso da CBF. Autoridades também prestaram homenagens, como a presidente da República, Dilma Rousseff, que enviou flores e divulgou nota lamentando o falecimento do ex-lateral-direito. Ela esteve com Djalma Santos em maio passado durante a Expozebu, evento tradicional de Uberaba. "Foi emocionante vê-lo na cerimônia abraçado a Pelé, exemplos de hoje e sempre", relembrou.
Sem contar sua importância para o futebol brasileiro, com a conquista de duas Copas do Mundo, Djalma Santos também fez história em Uberaba com projetos esportivos voltados ao social. Luciano Soares, o "Mineirinho", assessor direto e que convivia com o craque há mais de 40 anos, resumiu o amigo: "Ele foi tão grande como pessoa, assim como foi no campo".

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