Com Madureira, LEC aprende a fazer gols
Se há duas rodadas o Londrina não metia medo em ninguém e era taxado de inoperante, inofensivo e sem criatividade, com a chegada do técnico Mauro Madureira ganhou a fama de máquina de fazer gols. Nas mãos do treinador, o Tubarão deixou a retranca de lado e encontrou o caminho das redes adversárias.
Nas nove primeiras rodadas, sob o comando do técnico Roberto Fonseca, o time vinha jogando com três zagueiros, dois volantes e dois laterais que não apoiavam. O resultado era falta de criação, de gols e de vitórias. Neste período, o time venceu apenas um jogo e marcou 13 gols, o que dá uma média de 1,44 por jogo. Madureira chegou e mudou tudo. Chutou a retranca para longe e colocou o time no ataque. Ontem, ele colocou em campo três atacantes. O resultado são duas vitórias em dois jogos e 12 gols marcados, um a menos do que havia feito nos nove jogos anteriores, com uma média de seis por partida.
Modesto, Madureira evita comparações com o sistema de jogo do antecessor. ''Quando se joga no 4-4-2 você fica mais ofensivo, mas também se arrisca mais. Tomamos quatro gols e não era para tomarmos'', cobrou. Com Madureira, a média de gols sofridos é de 2 por partida. Com Fonseca, era bem próxima: 1,77. (T.M.)





