Paris - O judô quer se consolidar nos próximos anos como o terceiro esporte do Brasil. Tanto em investimento, como em resultados. Com oito patrocinadores, que rendem R$ 12 milhões anuais, a seleção brasileira chega ao Mundial de Paris, na França - a competição começa hoje -, com estrutura de primeiro mundo, mas também com a cobrança que sofrem os melhores atletas do planeta. Se a Olimpíada de Londres fosse disputada hoje, o Brasil teria um atleta classificado em cada uma das 14 categorias, feito só obtido por Japão, França e Coreia do Sul.
Ao contrário de outras épocas, os judocas atualmente vivem apenas do esporte. Os atletas que conseguem maior destaque chegam a ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês. Neste ano de preparação para a Olimpíada de Londres, um incentivo dos patrocinadores de R$ 2 milhões foi distribuído entre os judocas e comissão técnica.
Outros R$ 3 milhões são injetados na preparação de atletas nas categorias inferiores. Com viagens, treinamentos e benefícios às seleções principais são gastos mais R$ 5 milhões por ano. ''Posso dar como exemplo da nossa estrutura, o fato de nossos atletas entrarem para disputar o Mundial sabendo exatamente com quem está lutando. Não há surpresas. Pois recebemos o vídeo com todas as competições que acontecem no mundo'', disse a técnica Rosicléia Campos.
De 2012 a 2015, o Brasil será sede de três grandes eventos. Em outubro do ano que vem, Salvador receberá o Mundial por Equipes e o Mundial de Veteranos. Em 2013, será a vez do Rio de Janeiro, que voltará a organizar o Mundial Sênior - já foi sede em 2007. Dois anos mais tarde, o Mundial será em São Paulo e terá um custo de cerca de R$ 15 milhões. ''Podemos dizer que o Brasil é a quarta força do mundo atualmente'', orgulhou-se mais uma vez Ney Wilson.
''A seleção brasileira de judô é como uma empresa. Recebe investimento e precisa dar resultado. Com certeza, esperamos medalhas. E elas virão'', disse o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley.

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