São Paulo - Os clubes brasileiros dão, tradicionalmente, mais valor ao Mundial de Clubes da Fifa que as poderosas equipes europeias. O Corinthians, debutante no Japão, levou essa premissa às alturas. A começar pela sua torcida. Tão acostumada acompanhar o time de perto, desta vez ela provou o quão Fiel ela é. Haverá, segundo estimativas da Fifa, 20 mil corintianos assistindo aos dois jogos do outro lado do mundo, no Japão, metade vinda do Brasil.
Será a grande chance de o Corinthians mostrar ao mundo que é um time de massa e de todas as classes sociais. "Somos conhecidos como uma equipe de tradição, de pegada, um time da paixão. Existe uma massa significativa de corintianos que residem no Japão. Mas eu acho que vamos ser como um São Tomé, é ver para crer. Eles (o Japão) vão ver a grandeza do Corinthians", disse um empolgado Mário Gobbi Filho, presidente do clube.
É fato, principalmente para os corintianos, que o time já conquistou um título de Mundial: o de 2000, no Brasil. Mas se o a conquista de 2012 vier, certamente será mais saborosa que aquele troféu erguido pelo colombiano Freddy Rincón no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
O Corinthians se igualaria a outras equipes brasileiras que conquistaram o mundo fora do nosso País. Por exemplo, o Santos de Pelé, que em 1962 foi campeão mundial em cima do Benfica, jogando em Portugal. E dos anos 80 para cá, Flamengo (1981), ao Grêmio (1983) e ao rival São Paulo (1992, 1993 e 2005) - os três campeões mundiais no Japão.
Mas no meio desse caminho há um time de azul que até há alguns meses era tido como superfavorito, o Chelsea, da Inglaterra. Afinal, os Blues, que haviam vencido a Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez, reforçaram-se com jovens talentosos. Algo deu errado, o treinador caiu, e ascendeu uma pequena chama de que, pelo menos, o Corinthians poderá fazer frente ao time turbinado pelos petrodólares do russo Roman Abramovich.
Se não houver zebra, Corinthians e Chelsea farão a final. Claro, se Al Ahly (Egito), Auckland City (Nova Zelândia), Ulsan Hyundai (Coreia do Sul), Sanfrecce Hiroshima (Japão) e Monterrey (México) não atrapalharem.
Prêmios
O Mundial de Clubes não é só a chance de os clubes participantes expandirem suas fronteiras. Financeiramente, é uma ótima oportunidade de os clubes engordares seus cofres. Esse ano, assim como foi em 2011, Fifa vai distribuir US$ 16,5 milhões (R$ 34,6 milhões) aos clubes participantes. Só o campeão leva a bolada de US$ 5 milhões (R$ 10,5 milhões). O segundo colocado fica com US$ 4 milhões (R$ 8,4 milhões). Os valores são decrescentes até o último colocado, que fica com US$ 500 mil (R$ 1 milhão).
Para efeito de comparação, pela Copa Libertadores o Corinthians ganhou R$ 3,7 milhões da Conmebol pelo título. Somados os valores recebidos em todas as fases - o time disputou 14 jogos no torneio -, o clube alvinegro recebeu R$ 5,9 milhões, quase a metade do que receberá da Fifa caso vença seus dois jogos no Japão e conquiste o Mundial.
O torneio do Japão tem despertado forte interesse da imprensa. A Fifa informou que foram credenciados mais de 600 profissionais de 40 países. O número é semelhante ao o que a entidade registrou para o sorteio dos jogos da Copa das Confederações de 2013, realizado na semana passada em São Paulo.

Imagem ilustrativa da imagem Com força corintiana, Mundial de Clubes começa no Japão
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