Com Federer contra, greve ameaça o tênis
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - Roger Federer ganhou uma coleção de adversários fora de quadra, inclusive o amigo Rafael Nadal, devido à crise entre tenistas e a entidade que dirige o esporte mundial.
O suíço foi atacado e, de forma irônica, chamado de ''bom-moço''. Ele não concorda com os atletas e é contra uma greve, ideia levantada antes do Aberto da Austrália, que começou anteontem.
No sábado, os atletas se reuniram com a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e cobraram aumento na premiação dos torneios e um calendário mais brando, principalmente com relação à disputa da Copa Davis.
O primeiro a criticar Federer foi Nadal. O vice-líder do ranking alfinetou o suíço e disse que só se arrependeu de ter feito isto publicamente. ''Eu ainda tenho um ótimo relacionamento com Roger. O que disse que é temos diferentes pontos de vista sobre o que o circuito precisa fazer'', afirmou o espanhol. ''Nós não temos que concordar em tudo'', respondeu Federer.
Ex-número três do mundo, o russo Nikolai Davidenko, foi mais enfático: ''Ele é o rapaz bom-moço. Ele está ganhando Grand Slams, ele é da Suíça, ele é perfeito''.
Federer rebateu: ''Só tenho uma maneira diferente de ver as coisas'', disse. ''Greve ainda é uma palavra muito perigosa para se dizer. Mas, se não houver outro jeito, vou apoiar'', prometeu.
Os tenistas vão se reunir com a ATP novamente antes do Masters 1.000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, em março. Se não houver acordo, a ideia da greve pode mesmo sair do papel.


