Com Emerson, time ganha mais fôlego pela direita
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quarta-feira, 17 de junho de 1998
Agência Estado 
Tecnicamente, Emerson seria uma opção melhor do que Doriva, no meio-de-campo da Seleção Brasileira. Sem César Sampaio, que recebeu o segundo cartão amarelo contra o Marrocos e terá de cumprir suspensão, Zagallo ainda não definiu quem será o substituto.
Meia de origem, Emerson chegou a ser um dos homens de criação do Grêmio, na época do técnico Luiz Felipe Scolari. Jogador de grande fôlego, tanto marca quanto apóia e ainda sabe apresentar-se na área para a conclusão. No Bayer Leverkusen, ele atua mais à frente. Émerson já teve algumas chances na Seleção. Não chegou a encantar ninguém, mas também não foi uma lástima. Marcou um gol na Copa Ouro. Se for escolhido para o lugar de César Sampaio, a estrutura do time mudará pouco. Dunga continuará sendo o volante mais marcador.
No caso, caberá a Émerson fazer a cobertura do lateral-direito Cafu e, esporadicamente, avançar pelo lado direito do ataque, em revezamento com Leonardo. Ele cumpria uma função parecida no Grêmio, na parte ofensiva. Contra Emerson, porém, há dois fatos. Ele foi o último jogador a chegar à Seleção - convocado de surpresa para o lugar de Romário, cortado por contusão - e apresentou-se a uma semana da Copa. O outro detalhe é que Emerson foi preterido por Doriva, quando Zagallo substituiu César Sampaio contra o Marrocos, para ver como o time ficaria sem o titular.


