Santos - A eficiência tem sido a grande marca do Santos neste começo de temporada vitorioso. Ainda invicto em 2007, o time santista lidera com folga o Campeonato Paulista e está perto da vaga na fase de grupos da Libertadores. E ainda tem conseguido superar as dificuldades que encontra pelo caminho, como a violência dos jogadores do Blooming e mau estado do gramado em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), na vitória por 1 a 0 da semana passada, ou como a grande desvantagem que tinha para o Palmeiras, fora de casa, no clássico que terminou 3 a 3 no domingo.
A prova mais concreta da competência do novo Santos é que as marcas negativas de 2006 estão ficando para trás. Enquanto não conseguia vencer fora de Santos e da Grande São Paulo no ano passado, o time já soma três vitórias e um empate longe de casa em 2007.
Além disso, jogadores como os atacantes Rodrigo Tiuí e Jonas, depois de um longo jejum em 2006, voltaram a fazer gols, a exemplo de Fabiano, retornando de longa inatividade em razão de uma cirurgia no joelho direito.
''A versatilidade de alguns jogadores me permite mudar a maneira do time jogar mesmo sem trocar jogadores'', explicou o técnico Vanderlei Luxemburgo, satisfeito com a resposta positiva que os reforços Antônio Carlos, uma de suas contratações mais questionadas, Pedro e Rodrigo Souto estão dando em campo.
Luxemburgo mantém uma base - é, inclusive, a mesma do ano passado -, mas apresenta algumas variações táticas, que utiliza conforme os jogos se desenvolvem. Um exemplo disso é a dupla de volantes Rodrigo Souto e Maldonado, que têm características semelhantes: um deles, normalmente, executa função de terceiro zagueiro, ao lado de Antônio Carlos e Adaílton.
Outra dupla bastante versátil é a da armação das jogadas, com Cléber Santana e Zé Roberto. Só o ataque continua sendo um problema no novo Santos armado por Luxemburgo. A atuação do meia Pedrinho no segundo tempo do clássico indica que metade do problema pode estar resolvido.

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