Rio - ''Difícil'' foi a palavra encontrada pelo piloto brasileiro Alexandre Barros, da Repsol Honda, ao classificar o primeiro dia de treinos para o RioGP de Motovelocidade, programado para amanhã, no Autódromo Internacional Nélson Piquet, em Jacarepaguá. Intensas dores no ombro e mão esquerdos o impediram de realizar um bom desempenho e provocaram, inclusive, uma queda, ontem, deixando-o em terceiro. O espanhol Sete Gibernau, da Telefonica Movistar Honda, ficou com a pole provisória, 1min48s618, e japonês Makoto Tamada, da Camel Honda, foi o segundo, 1min49s297.
''Precisei fazer uma infiltração no ombro esquerdo, porque as dores estão fortes. Já fiz isso no ano passado, com a diferença de que agora só estou usando anti-inflamatórios, sem a necessidade de analgésicos'', explicou Barros, que sofreu as contusões após um acidente no último GP, disputado sábado na Holanda. Em 2003, ele rompeu totalmente o tendão do ombro direito e se submeteu a uma cirurgia. ''Agora, o tendão não está rompido. Outro problema é que minha mão está luxada. Não consigo usar a embreagem.''
As dificuldades para guiar levaram Barros a uma queda, quando perdeu o controle da moto. Sem poder fechar totalmente a mão esquerda, o brasileiro não vem conseguindo acionar a embreagem. Por causa dos problemas, chegou a ocupar a 15 posição durante o treino oficial, mas se recuperou e terminou na terceira colocação, 1min49s297.
Para o treino de hoje que formará o grid de largada, Barros afirmou estar satisfeito com o desempenho da moto, mas deseja melhorar a sua aderência. Destacou que pediu aos mecânicos ajustes na suspensão traseira para atingir o rendimento desejado.
Nas outras duas categorias do Mundial de velocidade, o espanhol Hector Barbera, da Seedorf Rancing, foi o mais rápido, 1min57s740, e nas 250cc, a pole ficou com o francês Randy de Puniet, 1min52s929. Durante a manhã de hoje, a partir da 9 horas, ocorrem os treinos livres para o RioGP. À tarde, às 13h15, será a vez do último treino oficial.

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