São Paulo - Não há sentimento de revanchismo no discurso. Mas, lá no fundo, os jogadores sabem que o São Paulo tem, hoje, às 21h50, no Morumbi, uma ótima chance de devolver ao Fluminense todo o sofrimento que passou nos confrontos recentes. Nenhum são-paulino esquece o gol de Washington, ainda no clube carioca, aos 46 minutos do segundo tempo, que eliminou o time nas quartas de final da Libertadores do ano passado.
Ainda teve os 3 a 1, novamente no Maracanã, em jogo válido pelo primeiro turno do Brasileirão de 2008. E não foi só isso. O São Paulo foi tricampeão só na última rodada, ao derrotar o Goiás, porque ficou no 1 a 1 com o Fluminense em jogo anterior no Morumbi.
Para completar, neste ano houve nova derrota são-paulina, agora por 1 a 0, na estreia do Brasileirão. Depois disso, porém, o Fluminense foi caindo na classificação até chegar ao atual estágio. A equipe do técnico Renato Gaúcho soma apenas 15 pontos e só está à frente do Sport, lanterna com 13.
''Nós não pensamos em revanche, os torcedores, sim. Eu vejo como uma boa chance de aproveitar um momento ruim deles para vencê-los. A gente precisa aproveitar, temos necessidade de conseguir uma vitória'', afirmou o zagueiro André Dias.
Se o Fluminense anda mal das pernas, o São Paulo defende uma invencibilidade de oito jogos, com sete vitórias - seis seguidas - e um empate. A última vez que perdeu foi em 16 de julho, para o Atlético Mineiro por 2 a 0, no Mineirão.
Além disso, tem um grande trunfo: a volta do goleiro Rogério Ceni. O capitão são paulino retorna quatro meses após sofrer a fratura no tornozelo esquerdo.
O técnico Ricardo Gomes não terá Renato Silva e Miranda, suspensos. A tendência, é que escale Rodrigo e Richarlyson nas vagas. Com isso, Jean jogaria no meio-campo e Adrian Gonzalez continuaria na ala direita.
No Fluminense, que ontem acertou a contratação do zagueiro Gum, ex-Ponte Preta e do volante Urrutia, ex-LDU, o clima é o pior possível. Roni deve formar dupla de ataque com Kiesa. Fábio Santos deve ser titular. A principal novidade pode ser a barração de Fernando Henrique para a entrada de Rafael no gol tricolor.

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