São Paulo - Convidado para correr a Maratona de Tóquio, em 1996, o cachê inicial pago a Vanderlei Cordeiro de Lima foi US$ 10 mil (cerca de $ 29 mil). Como campeão da prova voltou em 1998 com cachê de US$ 70 mil (cerca de R$ 203 mil) dessa vez ficou em segundo, com o melhor tempo da carreira (2h08min31s). Vanderlei é ídolo no Japão e os organizadores da Maratona de Tóquio já o convidaram para correr a edição da prova, em fevereiro de 2005, agora como herói olímpico dos Jogos de Atenas e com cachê que pode variar entre US$ 150 mil e US$ 200 mil (cerca de R$ 580 mil), mais o usual bônus por tempo e colocação. Vanderlei também tem convite dos japoneses que organizam Lake Biwa, em março, das Maratonas de Londres (ING) e de Boston (EUA), ambas em abril, que também têm dotações para convites especiais.
Vanderlei, ganhador da medalha de bronze, após ser vítima do ataque do irlandês Cornelius Horan quando liderava a prova em Atenas, está valorizado no mercado internacional. Mas não pretende priorizar o dinheiro e deseja continuar com atitudes compatíveis com a pessoa simples que sempre foi e zelando pela condição de atleta.
O que mais tem feito, através dos que administram sua carreira, é recusar convites para provas e eventos principalmente envolvendo longas viagens e para estrelar comerciais de tevê. Não quis fazer campanhas da Oi e Renault e recusará qualquer tipo de propaganda que vincule sua imagem ao irlandês. O fundista não gostou, inclusive, das brincadeiras feitas por programas de TV que relembraram o ataque do irlandês.
Por enquanto, negocia, através da Multisports, de Sérgio Coutinho Nogueira, o diretor-técnico da equipe BM&F Atletismo, e de seu técnico, Ricardo D'Angelo, uma campanha publicitária para a Caixa Econômica Federal (espera liberação do seu clube), com cachê não revelado, mas que pode variar de R$ 60 mil a R$ 100 mil, e para um produto novo que será lançado. Permitirá que a Associação Brasileira de Anunciantes (Abas) use sua imagem, sem cobrar, para uma campanha publicitária de estímulo a auto-estima dos brasileiros.
''Não vamos mudar o planejamento de 12 anos que permitiu sua longevidade e a medalha olímpica aos 35 anos. Vanderlei correrá duas, no máximo três maratonas, a primeira entre fevereiro e abril. Deve disputar o Mundial de Helsinque (FIN), em agosto, e uma terceira corrida, em novembro ou dezembro'', afirma D'Angelo.

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