Rio de Janeiro - Emoção até o último minuto, ou melhor, até os 12 minutos finais. Assim foi o embarque do artilheiro Romário, que chegou atrasado para a viagem rumo ao Catar, ontem, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Um desencontro de informações fez com que o atacante pensasse que a decolagem do avião seria às 15h30 e não às 14h50, como estava previsto. Apesar do incidente, nem as tradicionais regalias faltaram ao jogador.
O resultado do imprevisto foi o pânico dos assessores de Romário e muita expectativa para saber se o Baixinho conseguiria sucesso em seu derradeiro pique no Brasil. Após muita conversa pelo celular, com seus assessores, ele chegou ao aeroporto às 14h35 e embarcou três minutos depois.
A possibilidade de uma guerra no mundo árabe foi comentada por Romário. O jogador assegurou que existe um cláusula contratual o liberando do compromisso, caso sua integridade física seja ameaçada. ''Tenho fé de que nada vai acontecer, nem a guerra'', frisou Romário, que tem 862 gols na carreira. ''Continuarei com meu objetivo de marcar os mil gols.''
O artilheiro reconheceu nada saber sobre a cultura do novo país, mas garantiu empenho para aprender. Lembrou que precisará de muito esforço para não desrespeitar os costumes locais. Por exemplo, o sinal da cruz feito após a perda de um gol terá de ser esquecido, porque não quer se indispor com o povo árabe cuja maioria é adepta da religião muçulmana.
Trajeto - De Londres, Romário pegará outro avião com destino a Doha, no Catar, onde se apresentará ao Al-Sadd. A previsão é de que o jogador, que rescindiu o seu contrato na manhã desta quarta-feira com o Fluminense, permaneça no clube árabe até o dia 31 de maio. Do novo clube, Romário já recebeu cerca de US$ 1,5 milhão, enquanto o Fluminense foi ressarcido em US$ 150 mil e mais US$ 70 mil por um jogo amistoso, ainda sem data.