Com ajuda do juiz, Coxa consegue virada
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Em uma noite em que o trabalho de uma temporada inteira poderia ser questionado, o Coritiba saiu de campo aliviado. Ontem, no Couto Pereira, o Coxa, que vinha de uma goleada vergonhosa para o Flamengo, resultado que o excluiu da briga por uma vaga na Libertadores, reagiu e venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1, de virada.
Mas antes de deixar o estádio satisfeito, o torcedor coxa-branca passou por maus momentos. No primeiro tempo, ao ver o time com apenas um atacante, o artilheiro Keirrison, e a exclusão entre os titulares do argentino Ariel Nahuelpan, a torcida alviverde se mostrou impaciente e irritada com o treinador Dorival Júnior. O mau humor do torcedor aumentava à medida em que Keirrison, sem inspiração, mal conseguia dominar a bola nas poucas vezes que ela chegava aos seus pés.
O Atlético Mineiro, sem cinco jogadores titulares e formado em grande parte por garotos, tentava trocar passes no meio-de-campo e nos erros de marcação do Coxa chegava nos contra-ataques, com mais perigo em jogadas de bola aérea. Com zagueiros altos, o Atlético Mineiro ganhou todos os lances por cima e aos 11 minutos, Leandro Almeida, de cabeça, quase abriu o placar.
A torcida ficou preocupada com as investidas de Castillo, em dois lances, um aproveitando cruzamento na área e outro arriscando de fora, assustando Vanderlei. Keirrison aproveitou um único lance na etapa inicial, mandando colocado por cima, depois de limpar o zagueiro Welton Felipe. Porém, o defensor alvinegro respondeu na mesma moeda, aos 35, mandando para fora a chance do Galo. O gol veio aos 40, quando Leandro Almeida chutou forte para estufar a rede de Vanderlei: 1 a 0, no melhor lance antes do intervalo.
Júnior foi xingado de "covarde" pela torcida alviverde e o time saiu vaiado. O Coxa voltou diferente, com Bilu e Ariel nos lugares de João Henrique e Tiago Bernardi.
Além das alterações, o time mudou a postura e foi para cima do Galo. Logo aos 9 minutos, Ricardinho, ousado, fintou o zagueiro com o corpo, ajeitou com o pé direito e mandou uma bomba: 1 a 1. Dois minutos depois, K9 chutou de fora da área e a bola tocou na trave, antes de sair. A virada veio aos 28. Marlos cobrou falta, Juninho se atrapalhou e ao tentar afastar a bola mandou nos pés do zagueiro Maurício, que, "sem querer" e em posição irregular, mandou para a rede: 2 a 1.
Alívio na arquibancada e bronca no vestiário. Em tom de desabafo pelas cobranças, Dorival Júnior ressaltou o trabalho dele à frente do clube até aqui. "Na cidade ninguém presta, eu, Geninho e o Comelli. Nós servimos para os outros. Se as pessoas olharem só o lado negativo, ninguém vai evoluir. Pouco respeito existe pelas coisas que estão sendo feitas, essa é a realidade", desabafou Júnior.


