Os jogadores do ABC, do Rio Grande do Norte, próximo adversário do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro, entraram em greve na segunda-feira (23) por conta de três meses de salários atrasados e, por conta disso, o clube alvinegro poderá não entrar em campo o que implicaria em uma derrota por W.O. A equipe potiguar figura na lanterna da competição com 25 pontos em 31 partidas – seis vitórias, sete empates e 18 derrotas.

Imagem ilustrativa da imagem Com ABC em greve, Londrina pode vencer por W.O.
| Foto: Gustavo Oliveira/LEC



O Londrina, que está na sétima colocação com 46 pontos – 13 vitórias, sete empates e 11 derrotas – viaja nesta sexta-feira (27) e, de acordo com o Regulamento Geral das Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a equipe paranaense precisa comparecer o local da partida, entrar em campo e esperar por 30 minutos para que o árbitro confirme o W.O.

Na quarta-feira (25), o CT Alberi Ferreira de Matos ficou vazio e os jogadores participaram de uma assembleia. O presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Rio Grande do Norte (Safern), Felipe Augusto Leite, informou que a maioria dos jogadores não recebe salários desde julho ou junho e que o clube também deve auxílio-moradia, direito de imagem, previdência social, além de premiações do Campeonato Potiguar e da Copa do Brasil. A diretoria prometeu pagar as dívidas com a antecipação do patrocínio da Caixa Econômica Federal e das cotas de participação na Liga do Nordeste e Copa do Brasil, entretanto, durante a reunião, os jogadores receberam a informação que apenas alguns atletas tiveram seus salários depositados e que a agremiação exigia o retorno dos jogadores aos treinamentos pois estariam contrariando o art. 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) caso não voltassem às atividades.

Após o fato, os jogadores do ABC mantiveram a greve por tempo indeterminado. Leite publicou em ata que poderá denunciar o clube ao Ministério Público Federal 'sobre as retenções previdenciárias nos contra-cheques de todos os funcionários, a fim comprovação do devido repasse à União Federal, bem como imediata interposição de Ação Civil Pública na Justiça do Trabalho'.

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