Eusébio era de fato um cracaço, o maior jogador de Portugal, e um dos gigantes da história. Artilheiro da Copa de 1966, na Inglaterra, teve participação decisiva na eliminação da Seleção Brasileira naquele evento, marcando duas vezes na vitória de 3 a 1, em Liverpool.
Ao fim da partida, a imprensa se arvorou em afirmar que o Pantera Negra era o novo rei do futebol, arrancando a coroa de Pelé. Vale destacar ainda a sua atuação na espetacular virada lusa, 5 a 3 sobre a Coreia do Norte, após desvantagem de 3 a 0, quando anotou quatro gols. Um mês depois da Copa, o Santos, base da Seleção Brasileira, e o Benfica, da portuguesa, se encontraram num importante torneio que era realizado anualmente em Nova York, do qual também participou o AEK Atenas. O Santos teve alguma dificuldade para derrotar o campeão grego: 1 a 0. Mas ainda mordido pelo revés da Copa, entrou de sola no Benfica, enfiando 4 a 0, com grande exibição, principalmente de Pelé, e com um olé de quase cinco minutos.
O verdadeiro rei havia recuperado o trono, que na realidade nunca perdera. Eusébio, de qualquer forma, é imortal.

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