Verdão vai fazer a oferta de R$ 31,3 milhões; trata-se da metade do valor pedido pelo clube colombiano, que pode aceitar após o fechamento da janela europeia
Verdão vai fazer a oferta de R$ 31,3 milhões; trata-se da metade do valor pedido pelo clube colombiano, que pode aceitar após o fechamento da janela europeia | Foto: Shutterstock



São Paulo - Passo a passo, o Palmeiras se aproxima da contratação do atacante Miguel Borja. O diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, viajou na quarta-feira (8) para a Colômbia, onde se encontrará com dirigentes do Atlético Nacional e com representantes do jogador para tentar colocar um ponto final nas negociações até o final desta quinta-feira (9). Mattos levará consigo uma proposta de US$ 10 milhões (R$ 31,3 milhões). Trata-se de metade do valor pedido pelo clube colombiano no começo das negociações.
No entanto, com o fechamento da janela europeia, o Atletico Nacional se dispôs a negociar em patamares inferiores. O valor da proposta palmeirense será bancado pelos patrocinadores Crefisa e FAM, que oficializaram a renovação de contrato com o clube nesta quarta (8). Com Alecsandro, Barrios e Willian como opções de ataque no elenco, o Palmeiras ainda enxerga o colombiano como o substituto ideal para Gabriel Jesus, que se transferiu para o Manchester City no final da última temporada. Ele teria o diferencial de unir força, velocidade e agilidade, características que os atacantes do Palmeiras têm separadamente. O principal empecilho para o sucesso de Mattos na Colômbia é o interesse do Atlético Nacional em uma proposta do futebol chinês, mais vantajosa financeiramente para o clube. No entanto, o jogador quer atuar pelo Palmeiras. Ao "Blog do PVC", Ignacio Martan, agente do jogador e presidente do time da Colômbia, disse que "Borja não quer a China. Não vai ser a China". Borja e Palmeiras já chegaram a acerto quanto a bases salariais, e o que falta, portanto, é o acordo entre os clubes.

CREFISA
O Palmeiras ficou ainda mais rico do que os rivais. O clube e a Crefisa formalizaram a renovação de contrato por mais dois anos, em patrocínio tido por ambos como o maior da América do Sul. A parceria com a empresa vai render a investida pesada de cerca de R$ 32 milhões pelo atacante colombiano Miguel Borja nos próximos dias.
Caso consiga em Medellín o êxito de convencer os dirigentes locais, a Crefisa vai repassar dinheiro para comprar os direitos econômicos do sétimo jogador do elenco do Palmeiras.
O desejo da patrocinadora em contribuir com a equipe faz o Palmeiras ter um patrocínio bem acima dos rivais. O novo acordo prevê o repasse de R$ 72 milhões neste ano e outros R$ 78 milhões em 2018, além de bônus por títulos e metas ousadas.
"O investimento não é só para a conquistar a Libertadores, mas também o Mundial. Visa conquistar mais vitórias, para proporcionar felicidade para os milhares de torcedores e exposição cada vez maior da marca", disse a dona da Crefisa, Leila Pereira. A Faculdade das Américas (FAM), outra empresa de Leila, também vai estampar a marca na camisa do time.
Apenas o montante a ser repassado neste ano, os R$ 72 milhões, supera com sobra o valor obtido pelos rivais. O patrocínio master do Corinthians rende R$ 30 milhões por ano, ante R$ 15 milhões pretendidos pelo Santos nesta temporada. Já o São Paulo tem como meta chega aos R$ 40 milhões com a exposição de sete marcas diferentes no uniforme.

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