COLUNA DO PVC
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de outubro de 2016
Paulo Vinícius Coelho 
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A tabelinha entre Dudu e Erik aos 13 minutos do primeiro tempo lembrou o ataque dos 102 gols, do Campeonato Paulista de 1996. Por um instante, pareciam Muller e Rivaldo na campanha de vinte anos atrás.
O Palmeiras foi um relâmpago para fazer 1 x 0 diante de 27 mil torcedores que puderam assistir ao jogo, porque a punição imposta pelo STJD é ridícula. O tribunal impede a venda de ingressos quando Palmeiras e Flamengo forem visitantes, mas é incapaz de bloquear as torcidas uniformizadas quando estiverem presentes sem seus trajes tradicionais.
Depois do primeiro tempo superior e da tabelinha impecável, o Palmeiras parou. Igualou seu futebol ao do lanterna.
No Pacaembu, o Flamengo fez o inverso. Não teve grande atuação e foi mais seguro no segundo tempo, do que no primeiro.
Em Londrina, o Palmeiras repetiu o que fez no Recife e descansou na segunda etapa. Pode ser pecado mortal nos próximos jogos, contra Cruzeiro, Figueirense e Sport.
Depois da vitória sobre o Santa, segunda-feira passada no Arruda, Cuca deu entrevista coletiva orgulhando-se de ter os melhores índices do Brasileirão:
"O melhor ataque, a melhor defesa, o melhor saldo, o melhor como mandante e como visitante." Esqueceu-se que dois destes números não pertenciam ao seu time. Nem tem a defesa menos vazada, nem é o melhor mandante.
"Eu não ligo para ter a melhor defesa. Sempre fui bem quando tive o melhor ataque", disse Cuca no dia seguinte. O último campeão brasileiro sem o maior número de gols marcados foi o Fluminense de 2012. Desde o Cruzeiro de 2013, quem marca mais vezes sempre levanta a taça. Então, Cuca tem razão em preferir os recordes ofensivos.
Mas o Cruzeiro de 2013 e o Corinthians de 2015 foram também os menos vazados, além de serem os mais goleadores.
O Palmeiras ainda pode ter os dois recordes, porque sofreu apenas um gol a mais do que Flamengo e Atlético-PR. Não assunta seus torcedores quando sofre gols. Aflige mesmo quando não joga bem na frente, como ontem. O time de Cuca foi insosso, como normalmente não é.
O resultado alegrou a torcida de Londrina. O futebol, não. Mas é a equipe mais regular do Brasileirão. Precisa ter atenção, não receber críticas.
Nem mesmo sobre a presença de público em Londrina, culpa exclusiva do STJD. Há duas correções para a CBF fazer nos próximos torneios. O problema mais grave é a venda do mando de campo. É necessário exigir de todos os clubes que indiquem no máximo dois estádios antes do Brasileirão começar. Na Inglaterra, só vale um. Mas ninguém vai impedir o Atlético de jogar no Independência ou no Mineirão, o Santos de atuar na Vila Belmiro ou no Pacaembu. A tradição de alguns clubes daqui pode ser mantida.
A segunda correção é que o STJD trabalhe em conjunto com a Justiça Federal para punir os torcedores identificados, não a torcida comum. O Palmeiras saiu do Allianz Parque. Da média de 32 mil por jogo, só os uniformizados foram ao jogo de Londrina e irão a Araraquara.
A torcida que se quer no estádio está eliminada. Os vândalos podem causar confusões e rir de quem imagina os estar punindo.
VIZEU X GUERRERO
Há diferenças entre os dois centroavantes do Flamengo. Uma delas é a experiência. Mas no número de gols, os dois goleadores rubro-negros no Brasileirão têm uma diferença: Vizeu finaliza mais. Os dois marcam, em média, um gol a cada três presenças.
O COORDENADOR
Faltou dizer na coluna de domingo (9) que Edu Gaspar também dá expediente das 9h às 19h. E que Felipão dava. Faltava naquela época o sistema de trabalho implantado nos últimos dois anos. Não ganha jogo. Mas pode ajudar a ganhar.


