COLUNA DO PVC
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de setembro de 2016
PAULO VINÍCIUS COELHO 
Cheirinho de decisão
Cinco dos sete gols do Palmeiras no segundo turno foram frutos de jogadas de bola parada. No campeonato, 15 dos 42 aconteceram assim. É recorde no Brasileirão 35%. Não é coincidência, porque Cuca trabalha a cada partida de acordo com o que vai encontrar.
"O Matheus Ferraz vai ficar aqui, o Durval ali..." Deu para ouvir no treino antes do jogo contra o Sport, no primeiro turno. A maior parte das sessões é fechada.
Ser bom nesse tipo de jogada não pode ser desculpa para levar perigo apenas assim, como no primeiro tempo contra o Grêmio. Se não fosse o goleiro Jaílson, o Palmeiras perderia em Porto Alegre. Mas numa bola parada, Dudu chutou na trave aos 35 min do segundo tempo.
É por isso que cada falta perto da grande área tem cheirinho de gol para os palmeirenses.
No Rio, só se fala sobre o cheiro do possível heptacampeonato do Flamengo.
Na 15ª rodada, em junho, o Palmeiras tinha oito pontos de vantagem sobre os rubro-negros. Hoje tem apenas um. O Fla tem quatro vitórias seguidas, duas a menos do que conseguiu no ano passado, quando sua torcida criou outro bordão: "Deixou chegar!" Referiam-se à vaga na Libertadores. Não chegou.
O resultado de ontem foi melhor do que o desempenho, mas é justo lembrar que Cuca sempre escalou de acordo com a circunstância de cada partida e de cada rodada. Segunda-feira passada, Fernando Prass também declarou que a sequência de cinco jogos decisivos deveria ser avaliada de acordo com cada rival. Empatar com o Flamengo significaria tirar dois pontos do rival mais próximo.
Fundamental é manter a liderança depois da sequência de pedreiras. Por enquanto, o Palmeiras está conseguindo isso.
Não dá para ser brilhante com cinco clássicos seguidos e olhando Flamengo e Atlético no retrovisor. O Palmeiras de Cuca já foi mais criativo. Nunca mais competitivo.
Quem vencer na quarta-feira não será campeão. Pode haver virada depois, é claro. Mas o cheiro de decisão é tão forte a ponto de Moisés dar um chega para lá em Gabriel Jesus aos 15 minutos para evitar que tomasse o terceiro cartão amarelo que o tiraria do jogo contra o Flamengo na quarta.
O músculo adutor da coxa foi mais traiçoeiro do que o cartão. Gabriel Jesus sentiu no segundo tempo e fará exame detalhado nesta segunda-feira.
Impossível garantir, mas o abuso contra o São Paulo, com escalação depois da viagem de Manaus, pode provocar a ausência na partida mais decisiva.
No Allianz Parque, com a Mancha Verde presente no Gol Sul a punição do STJD foi ridícula e pode provocar brigas de palmeirenses contra palmeirenses o Palmeiras pode ser mais letal.
Marcar no campo de ataque, agredir a saída de bola do rival e definir em jogadas rápidas.
O Flamengo jogará no seu mesmo estilo. Hoje tem seis titulares diferentes do primeiro turno, quando Cuca escalou Tchê Tchê como marcador de Rodinei pelo lado esquerdo (veja ilustrações).
A definição perfeita sobre o empate deste domingo no Soul foi do bom zagueiro Vítor Hugo: "No ruim, no ruim, o Palmeiras saiu daqui com um ponto." Saiu.
Contra o Flamengo é parecido. Empatar não é ruim. Mas vencer significará jogar para baixo o rival deste momento para ser campeão.
NA LUTA
É a terceira visita seguida do Corinthians à Vila Belmiro com derrota. E mesmo sem Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Victor Ferraz. O Santos caiu de rendimento no segundo turno, mas é impressionante ser o segundo colocado do Brasileirão jogando só três partidas com todos os titulares.
DE SAÍDA
Vencer o confronto contra o Figueirense e contar com a derrota do Internacional foi ótimo para o São Paulo. O novo presidente do departamento de futebol, Marco Aurélio Cunha, quer despertar lideranças. Não pode ser só Lugano nem apenas Maicon. Existe talento escondido.


