COLUNA DO PVC
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de julho de 2016
Paulo Vinícius Coelho 
Dérbi de 22 anos
Thiago Santos teve atuação impecável, somou nove desarmes, recorde na comparação com todas as partidas do Brasileirão 2016. O volante escalado por Cuca simboliza a atuação do líder do campeonato. Depois do 1 x 0 marcado por Erik, o Palmeiras recuou. Queria o contra-ataque.
Teve chance de fazer 2 x 0, mais do que de sofrer o empate. Na estreia de Paulo Roberto Falcão, o Internacional só chutou duas vezes ao gol de Fernando Prass. O Palmeiras finalizou o dobro.
Para quem amanheceu com a perspectiva de perder a liderança, foi sensacional a rodada palmeirense, sucesso composto pela quebra de dois tabus. O Palmeiras não vencia no Beira-Rio pelo Brasileirão desde 1997. Foi também a terceira vez que ganhou no estádio do Inter na história do campeonato.
O segundo tabu caiu em Itaquera. O São Paulo nunca havia somado um ponto sequer no estádio corintiano. Empatou e Edgardo Bauza poderia ter visto seu time vencer o primeiro clássico na zona leste, no fim do segundo tempo. O início do jogo mostrava o São Paulo extremamente ansioso. Muita raça, pouca tranquilidade.
Cueva era o contraponto. Trocava passes, chamava a bola em seu pé, driblava, infiltrava-se, como na jogada do pênalti que existiu e permitiu o primeiro gol do meia peruano.
O Corinthians teve capacidade de reação e foi melhor na soma da primeira etapa, antes de dar espaço para o São Paulo melhorar depois das substituições e das entradas de Gilberto, Wesley e Luiz Araújo.
Cristóvão Borges foi xingado de burro ao trocar Marquinhos Gabriel por Rildo. Injusto. O xingamento tinha menos a ver com elogios à atuação de Marquinhos Gabriel, que tinha acabado de desperdiçar um ataque. Tem relação mesmo com a desconfiança sobre Cristóvão desde o momento de sua contratação.
Com quatro vitórias consecutivas, ainda havia mais comentários sobre a perda de intensidade do Corinthians com a ausência de Tite. Não faz sentido ainda. Com Tite também houve partidas ruins, algumas em que a equipe esperava o adversário postado em seu campo de defesa.
Na campanha do título brasileiro de 2015, o Corinthians só assumiu a liderança na 18ª rodada. Vamos para a 16ª na semana que vem, confronto do Corinthians contra o Figueirense, em Itaquera. O Palmeiras receberá o Atlético-MG no Allianz Parque, primeiro jogo sem os olímpicos Fernando Prass e Gabriel Jesus.
Cuca tem certeza de que o goleiro Vágner está pronto para ser o substituto de Fernando Prass. Com o sucessor de Gabriel Jesus é diferente. Barrios tira o ritmo veloz da equipe. Não é tão rápido quanto Róger Guedes, Gabriel, Dudu nem Erik. Mas deve ser titular contra o Atlético-MG, em teoria, até pelos problemas recentes que existiram entre o paraguaio e a comissão técnica.
A falta de Gabriel Jesus deixa muito aberto o campeonato e também a liderança até o fim do primeiro turno. Não há motivo para crise nem para críticas a Cristóvão Borges neste momento.
Há, sim, razões para empolgação no Palmeiras. O time não era seguro e não fazia uma campanha tão confiável há 22 anos. É a melhor trajetória em 15 jogos desde 1994, ano do último título. Naquela época, Palmeiras e Corinthians disputaram o troféu cabeça a cabeça, exatamente como hoje.
DE SAÍDA?
O beijo no escudo do Santos pode significar que o gol contra a Ponte Preta no sábado (16) pode ter sido o último de Gabriel pelo time. O Santos garante que não há proposta. Mas há quatro clubes interessados: Chelsea, Atlético de Madri, Borussia Dortmund e Juventus.
O ENCONTRO
O técnico Jorge Sampaoli encontrou-se com Ganso pela primeira vez no início deste ano, no aeroporto de Buenos Aires. Começou ali o namoro que tirou o meia do São Paulo. Se o peruano Cueva jogar sempre o que jogou neste domingo, vai dar conta da herança.


