COLUNA do PVC
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de setembro de 2015
Paulo Vinícius Coelho 
LIBERDADE VIGIADA
O Corinthians entende tudo o que deve fazer. Jadson tem função tática definida e liberdade para criar jogadas.
Jadson foi o melhor em campo e o Corinthians jogou melhor durante todo o clássico de ontem em Itaquera. Estas duas questões decidiram a partida a favor do líder do campeonato. Também é justo deixar claro que houve pênalti de Zeca em Vagner Love e o único erro pode ter sido não expulsar o lateral-esquerdo do Santos.
Em vez disso, cartão vermelho para David Braz por reclamação contra o assistente.
Não estava errado
O Corinthians foi melhor do que o Santos, porque cuidou de todas as marcações fundamentais e também fez seus principais armadores criarem.
Yago foi implacável para marcar Gabriel e Lucas Lima morreu na marcação de Ralf e de Elias. O segundo volante da seleção sacrificou-se para ajudar a vigiar Lucas Lima e a atuação do meia santista foi muito inferior às das últimas semanas.
No sistema tático do Corinthians, Jadson é um meia que joga quase como ponta-direita. Aberto pelo lado do campo, marca os laterais e daquela posição parte para construir jogadas. Uma delas, antológica, aconteceu na ponta esquerda, com três dribles, antes de finalizar.
É um dos segredos do Corinthians. Como tem tempo de trabalho, cinco anos com a mesma estrutura tática, quatro com o mesmo técnico, dois anos com elenco parecido, o Corinthians entende tudo o que deve fazer. Jadson tem função tática definida e liberdade para criar jogadas.
Liberdade vigiada.
Da jogada de craque do primeiro tempo, voltou para sua função assim que terminou a obra de arte. O mesmo vale para Renato Augusto que inicia o trabalho como segundo volante, chega à grande área e retorna à posição de meia-armador, centralizado.
Corinthians e Santos era um duelo de estilos. É verdade que o Santos apresenta o futebol mais bonito do segundo turno, mas não tem montagem de equipe para se sustentar contra um time mais montado, há mais tempo, no torneio que o Corinthians tem o compromisso de conquistar.
O Santos venceu em Itaquera pela Copa do Brasil e, no final da partida, a torcida corintiana gritou que ganhar o Brasileiro virou obrigação.
O Santos é mais rápido e insinuante. O Corinthians é mais sólido. O Santos é mais bonito. O Corinthians, melhor. Não é coincidência os dois líderes serem os dois únicos clubes do Brasil sem troca de técnico desde janeiro, com a mesma base de elenco, com o mesmo jeito de jogar. São times. Os outros têm bons jogadores juntos.
Por causa disso, o campeão será o Corinthians ou o Atlético. Nas duas próximas rodadas, dois jogos fora de casa para cada um. Tite levará seu time a Florianópolis, contra o Figueirense, e a Campinas, para enfrentar a Ponte. O Atlético goleou o Flamengo e jogará contra Joinville e Coritiba.
O APRENDIZADO
Chegou o clássico pela Libertadores, previsto nesta coluna há três semanas só que com o vacilo do título errado... óbvio que não é Majestoso e sim Choque-Rei. Osório ainda comete um erro grave, de quem não conhece o Brasileiro. Poupar jogadores é justo. Mas tem data e horário certo. Não pode correr o risco de perder do Avaí e deixar o Palmeiras com confiança. Com sede de acabar com o tabu incômodo, de 13 anos e 21 jogos 13 vitórias e oito empates desde 2002. O Palmeiras não terá Arouca, suspenso, mas no período do tabu, nunca teve tanta chance de quebrá-lo.


