COLUNA do PVC - A casa é sua
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domingo, 02 de agosto de 2015
Paulo Vinícius Coelho 
Palmeiras, Flamengo e Internacional frustraram suas torcidas e não venceram jogando em casa, em seus estádios cheios. O Flamengo recebeu 61 mil espectadores, o maior público presente do Brasileirão em dois anos. Em 160 jogos do Brasileirão, 45% terminaram sem vitória do mandante.
É muita coisa.
Não é simples explicar o fenômeno, porque na Inglaterra o número de fracassos dos mandantes é ainda maior. Lá, imagina-se, o desequilíbrio torna mais difícil para clubes como Sunderland, Southamptou ou West Ham ganharem de poderosos como Manchester United, Manchester City e Chelsea.
Aqui, a lógica só pode ser a estruturação das equipes.
O Palmeiras jogou apenas vinte minutos de futebol convincente contra o Atlético-PR, pareceu sofrer com o calor e depois perdeu-se contra a boa marcação rubro-negra. No pouco tempo de qualidade, o mérito era o deslocamento dos três meias e a pressão para recuperar a bola no ataque, logo depois de perdê-la.
Quando o Atlético melhorou, o volante Otávio foi impecável. Foi dele o melhor índice de passes certos.
O Flamengo disputou bom primeiro tempo, escalado no 4-1-4-1. Émerson aberto pela direita, Everton pela esquerda, abriam a defesa do Santos e criavam oportunidades de gol. Dorival Júnior mexeu bem no intervalo. Perdeu combatividade sem o volante Paulo Ricardo, mas melhorou a saída de jogo com Lucas Lima como segundo homem de meio-de-campo.
Talvez o índice de fiascos dos mandantes do Brasileirão fosse idêntico, mesmo que houvesse times mais organizados. Na Espanha, os mandantes ganharam 171 partidas de 380 disputadas na temporada passada. No Brasil, 172 vezes.
Mas é justo lembrar como os melhores times do Brasil quase não perdem em casa. O Cruzeiro bicampeão caiu duas vezes como mandante em cada uma das duas campanhas vencedoras.
O Atlético só perdeu uma vez no Independência neste Brasileirão contra o Cruzeiro.
Dos paulistas, só o São Paulo está invicto em casa e o Palmeiras perdeu com estádio lotado pela segunda vez. O Allianz Parque desmente todas as análises conservadoras. O estádio ontem estava lindo e lotado, por público de todos os tipos e que incentivou o tempo inteiro. No cenário perfeito, só uma coisa faltou: o time confiável.
"Eles jogaram fechados", disse Marcelo Oliveira. "Nossos jogadores importantes que não atuaram bem", completou.
O Palmeiras tinha jogado muito bem contra o Vasco e muito mal contra o Santos. Otimamente como visitante, pessimamente como mandante. Diferente do Atlético-MG, igual ao Flamengo, o Palmeiras monta a equipe durante a campanha do Brasileirão.
Um preço a pagar é perder pontos bobos dentro de casa.
Dono do jogo
Lucas Lima saiu da marcação de Márcio Araújo e Canteros e passou a jogar como segundo volante. Tornou-se o melhor em campo. Até Cristóvão Borges afirmou que seu time teve problemas. Dorival Júnior já teve mais prestígio. Mas tem extraído coisas boas de jogadores fundamentais hoje.
Guardiola
Ele continua sendo o melhor técnico do planeta e merece todo o respeito e confiança para fazer o Bayern de Munique campeão da Europa. Mas, refém de seu sucesso, permite a lembrança de que no Barcelona ganhou 14 taças em 19 disputadas. No Bayern, disputou dez e perdeu seis.


