Agência Folha
De Bogotá, na Colômbia
Tida como técnica e habilidosa, mas extremamente displicente e irresponsável taticamente, a Colômbia pretende mudar essa imagem adotando o ‘‘futebol total’’. O técnico Luís Alfredo Garcia, no comando do time desde 2 de fevereiro, prega um esquema onde todos defendam e ataquem. ‘‘Não vamos jogar com cinco defensores. Vamos jogar com 11 defensores e 11 atacantes. Quero que a minha equipe tenha qualidade ofensiva e defensiva’’, disse.
Garcia assumiu o cargo após a goleada de 9 a 0 que a Colômbia, então treinada por Javier Alvarez, sofreu para o Brasil no Pré-Olímpico, no Paraná. Na ocasião, os colombianos poderiam perder até por seis gols de diferença.
O novo técnico, que disse encarar o empate hoje como um bom resultado, e os jogadores negam que aquele revés esteja suscitando um sentimento de vingança. ‘‘É outro jogo e outro time. Não queremos vingança, só concentração para jogar de igual para igual’’, disse Viveros, do Cruzeiro, o único do atual grupo que esteve no Pré-Olímpico em Londrina.
Não são apenas os jogadores brasileiros que podem vir a sentir desconfortos por causa da altitude de Bogotá, de 2.600 metros acima do nível do mar. Dos 19 atletas convocados pelo técnico Luís Garcia, apenas um atua na cidade: o meia Mosquera, do Millonários, que deve ser reserva. ‘‘Estou habituado a jogar aqui e não sinto nada; não sei, porém, qual será a reação dos outros jogadores’’, disse Mosquera.
Garcia comandou ontem um treino fechado à imprensa em Bogotá para acertar os últimos detalhes de seu time. Ele estava intrigado com a possibilidade de Ricardinho e Edílson serem escalados. Depois de vários meses estudando a Seleção Brasileira, o treinador deixou escapar que não teria idéia de como o time de Luxemburgo poderia ‘‘funcionar’’ na eventualidade de os dois atletas do Corinthians atuarem.

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