Bogotá, 24 (AE) - O técnico da Colômbia, Luís Garcia, tem um discurso bem mais cauteloso que seu antecessor, Javier Alvarez, demitido após ver seu time sofrer uma goleada histórica do Brasil por 9 a 0, no último Torneio Pré-Olímpico. Adepto de palavras elogiosas ao adversário, seja lá quem for, Garcia aposta no trabalho intenso e na disciplina tática para tentar levar a Colômbia a uma vitória contra o Brasil, na terça-feira.
Ele assistiu a teipes de jogos recentes do Brasil, como o da goleada por 7 a 0 sobre a Tailândia, resultado que considerou expressivo não pela fragilidade dos asiáticos, mas pelo desempenho dos atletas dirigidos pelo técnico Wanderley Luxemburgo. Ex-jogador do Independente de Santa Fé e da seleção pré-olímpica de 1971, Garcia iniciou sua carreira de treinador em 1991, quando comandou a Colômbia na Copa América do Chile e terminou em quarto lugar.
A partir daí, trabalhou em vários clubes de seu país, com destaque para o América de Cali, onde conquistou o título nacional de 1997, e também esteve a serviço do futebol da Costa Rica e do Peru. Antes de ser convidado a voltar à seleção, estava no Millonários, de Bogotá. Garcia reassumiu o cargo no início deste ano e foi vice-campeão da Copa Ouro, nos Estados Unidos, perdendo na final para o Canadá - "uma equipe de qualidades".
Ele não gosta de destacar jogadores brasileiros e prefere enaltecer "o conjunto do Brasil": "São nomes consagrados no futebol; atletas que atuam juntos em sua seleção e que, também por isso, podem nos trazer dificuldades."Por Silvio Barsetti ------------------------------------------ PARA EDIÇÃO DE DOMINGO ------------------------------------------

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