Com uma disciplina tática mais rígida, priorizando a defesa e abrindo mão do futebol-arte que a caracterizava, a Colômbia entrará em campo hoje ‘‘argentinizada’’ para enfrentar o Brasil. Além do aspecto tático, a seleção, que se concentrou nos últimos dias em Buenos Aires e chegou a São Paulo apenas ontem, tem quatro titulares atuando no futebol argentino. Um deles, inclusive – o volante Serna –, acaba de adotar a dupla cidadania.
Só não são cinco os ‘‘argentinos’’ da Colômbia porque o goleiro Cordoba não pôde ser convocado por estar suspenso após receber dois cartões amarelos.
Serna atua no Boca Juniors, assim como Cordoba. O zagueiro Yepes e o atacante Angel, um dos principais ídolos da seleção, jogam no River Plate. O atacante Castillo é do Vélez Sarsfield.
‘‘Adotei a cidadania argentina porque o Boca me propôs e achei viável para facilitar o meu trabalho. Além do mais, não prejudico ninguém. Continuo sendo colombiano acima de qualquer coisa’’, afirmou Serna.
O técnico Luis García justificou a ‘‘argentinização’’ de seu time contra o Brasil – ele quer uma marcação forte – no fato de o jogo ser fora de casa. ‘‘A postura de um time visitante é sempre mais defensiva. Quem deve ser ofensivo é o Brasil’’, disse.
‘‘Temos consciência de que poderemos sair daqui com um resultado positivo’’, afirmou o treinador, admitindo que um empate deixaria sua equipe satisfeita.
O técnico Luis Garcia escalou cinco jogadores no meio-campo, deixando Juan Pablo Angel isolado na frente. Castillo e Aristizábal serão os responsáveis pela armação de jogadas para o ataque.
Para o goleiro Calero, é um alívio saber que não terá de encarar Romário, mas lembrou que a Seleção Brasileira não se resume ao atacante vascaíno. ‘‘O Brasil tem outros jogadores importantes, e todos vão merecer nossa marcação. É um grande time e provou isso contra a Argentina.’’

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