Fernando Tupan
De Londrina
Abatidos, cabisbaixos e incrédulos, a delegação da Colômbia embarcou ontem às 12h10, no Aeroporto de Londrina com destino a São Paulo e depois Bogotá. O técnico Javier Alvarez ainda procurava entender como o seu selecionado acabou sendo goleada por 9 a 0 pelo Brasil. Os colombianos esperam devolver o vexame em março, quando os brasileiros irão jogar a primeira partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002.
Alvarez disse não pretender criar um clima de revanche para esse encontro. Mas confidenciou que seria um prazer vencer o Brasil, em Bogotá, no dia 28 de março. Por qualquer resultado. ‘‘É difícil prever antecipadamente qualquer placar. Não acredito em revanche. Mas seria um gostinho muito bom vencer lá na Colômbia.’’
O treinador disse que, mesmo com a goleada, o seu cargo não está ameaçado.
A noite passada foi difícil para o treinador e os jogadores, a ponto de fazerem reflexão para evitar decepções como essa no futuro. Alvarez confessou seus pecados. ‘‘Eu não devia ter pensado nos cartões amarelos e poupado meus jogadores. O erro nos custou a classificação ao quadrangular final do Torneio Pré-Olímpico. Vamos voltar ao nosso país com dignidade e enfrentar todas as consequências.’’
Três dias antes da goleada de domingo, a Colômbia venceu o Chile por 5 a 1 e ficou numa situação privilegiada na classificação. Poderia perder a última por uma diferença de sete gols. Alvarez nunca imaginou que sua seleção daria vexame. ‘‘Quem esperava por um placar atípico como esse. Eu estava com a cabeça voltada para ter todos meus jogadores no quadrangular.’’