São Paulo - A arbitragem para a final da Copa do Mundo de 2002, entre Brasil e Alemanha, no próximo domingo, em Yokohama, no Japão, será toda européia. O italiano Pierluigi Collina apitará o jogo auxiliado pelo inglês Philip Sharp e pelo sueco Leif Lindberg. O quarto árbitro será o escocês Hugh Dallas.
No que depender de Joseph Blatter, que no mês passado se reelegeu para um segundo mandato de quatro anos como presidente da Fifa, os erros de arbitragem vão continuar. Ele descartou veementemente a possibilidade de usar novas tecnologias para ajudar o trabalho dos juízes – especialmente o replay dos lances. ‘‘O erro faz parte do espetáculo e lhe confere ainda mais emoção. Se convivemos com erros de jogadores, dirigentes e técnicos, por que não haveríamos de conviver com os erros da arbitragem?’’, perguntou.
‘‘Devemos melhorar o nível dos árbitros, mas, por mais injusto que possa parecer, não podemos parar um jogo para ver na TV se a bola saiu ou não, se foi pênalti ou não foi. A tecnologia em excesso tiraria a graça do esporte. E a graça do futebol também é o erro. O erro é uma coisa humana e proporciona emoção’’, afirmou.

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